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Goiás tem só dois casos de mpox em 2026, contra 38 no ano passado; SES descarta surto, mas investiga moradores do Entorno que foram a festa em São Paulo

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Imagem de microscópio eletrônico colorizada com partículas do vírus da mpox em vermelho e rosa sobre fundo azul

Partículas do vírus da mpox vistas em microscópio eletrônico. Imagem: NIAID/NIH (domínio público), via Wikimedia Commons

Goiás confirmou dois casos de mpox em 2026, contra 38 em todo o ano passado, uma queda de cerca de 95%, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO). Neste ano, foram 167 notificações de casos suspeitos, uma ainda em investigação; em 2025 tinham sido 274. Nenhuma morte pela doença foi confirmada no Estado nos dois anos.

A coordenadora de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis da SES, Luciene Tavares, disse ao Jornal Opção que Goiás não vive um surto, mas que a secretaria mantém o monitoramento por causa do aumento de casos em outros estados, especialmente no Rio de Janeiro. Nesta semana, a SES recebeu duas notificações de moradores do Entorno do Distrito Federal que foram a uma festa em São Paulo; os casos estão em investigação. “A população não precisa ficar alarmada. Tem que ficar em alerta, mas não alarmada”, afirmou.

Catapora confunde

Um dos desafios é diferenciar a mpox de outras doenças que causam lesões na pele, principalmente a catapora (varicela). Das notificações deste ano em Goiás, 63 eram catapora. “Como os profissionais de saúde ficam inseguros, qualquer sinal de alerta já pede para fazer o exame para verificar se é mpox”, explicou Luciene.

A mpox é causada por um vírus e passa principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções e objetos contaminados, ou pelo contato próximo e prolongado com quem está infectado. Os sintomas mais comuns são febre, dor de cabeça, ínguas, dores no corpo e feridas na pele ou nas mucosas. A maioria dos casos em Goiás foi leve ou moderada; pessoas com imunidade baixa, como quem vive com HIV sem tratamento, correm mais risco. “Qualquer tipo de lesão acompanhada de febre é indicativo de procurar o sistema de saúde”, orientou a coordenadora.

No país, o Ministério da Saúde registrou 665 notificações até outubro, queda de 94% em relação às 10.821 de 2022, auge da doença. Foram 1.074 casos confirmados em 2025, contra 1.989 em 2024. A pasta afirma que mantém vigilância ativa com estados e municípios e que o SUS está preparado para diagnosticar e tratar a doença.

Com informações de: Jornal Opção.

AssuntosCataporaGoiásMpoxSaúdeSES-GOVigilância epidemiológica

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