Fábio atingiu a marca de 1391 partidas disputadas | Foto: Reprodução/site Fluminense
O médico José Luiz Runco e o fisiologista Turíbio Leite de Barros analisaram para Oeste alguns aspectos que o levaram a se tornar o jogador com mais partidas disputadas na história do futebol
O goleiro brasileiro Fábio, do Fluminense, quebrou um recorde mundial ao se tornar o jogador com mais partidas oficiais na história do futebol: 1391. Ele superou o recorde anterior de 1390 jogos do inglês Peter Shilton, que também foi goleiro.
Quando treinou o Fluminense, o treinador Fernando Diniz disse que Fábio deveria ser estudado, ao se referir não só à longevidade como ao nível técnico do goleiro, que tem 44 anos.
A situação tem sido analisada por estudiosos do futebol. Para o fisiologista Turíbio Leite de Barros, que por 25 anos comandou o setor de fisiologia do São Paulo, o fator genético é muito importante. Talvez o mais, mas não o único.
“A posição dele, que é goleiro, também contribui, o goleiro é um atleta que tem uma exigência muito específica”, afirmou Turíbio a Oeste. “Por existir uma especificidade de função, existe também uma menor chance de traumas e, digamos assim, um cuidado maior por ter um treinador específico.”
Mas as atuações dele, no entanto, não seriam em tão alto nível se o seu organismo não colaborasse.
“Essas combinações, aliadas ao fator genético, que é preponderante, fizeram de Fábio uma referência.”
Na mesma linha, outro profissional de renome no futebol, o médico José Luiz Runco, exalta as condições físicas e técnicas de Fábio.
“Trata-se de um atleta que, provavelmente, tem um dom natural para estar muito bem”, diz Runco a Oeste, O médico já trabalhou na Seleção Brasileira, entre outras equipes. “Além disso, há a sua preocupação dele estar sempre se cuidando em sua atividade e na vida privada.”
Fábio falou em perseverança
Fábio bateu o recorde no jogo contra o América de Cali, pela Copa Sul-Americana, no último dia 19. Depois da partida, ele destacou os clubes onde atuou, incluindo 976 partidas pelo Cruzeiro, 235 pelo Fluminense, 150 pelo Vasco da Gama e 30 pelo União Bandeirante, além de ter valorizado a sua passagem pela base do Athletico.
Disse que a perseverança e a determinação o levaram até aquele momento e ressaltou a importância do próprio Diniz, que o ajudou a se aprimorar com o controle de bola e jogo com os pés. Só não disse quando iria parar. Isso, é algo que parece ainda distante. E, a cada ano, motivo de mais estudos dos especialistas.
Fonte: Revista Oeste



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