Vista a partir do Parque Estadual dos Pireneus, na região de Pirenópolis. Foto: Fairiess (CC0), via Wikimedia Commons
Portaria do Ministério do Meio Ambiente saiu no Diário Oficial da União desta quarta-feira (7). Áreas vizinhas a Pirenópolis passam a ter gestão integrada para proteger a biodiversidade.
Goiás ganhou nesta quarta-feira (7) um novo instrumento de proteção do Cerrado. Portaria do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima publicada no Diário Oficial da União reconhece oficialmente o Mosaico da Serra dos Pireneus, formado por 20 reservas particulares nas proximidades de Pirenópolis, a cerca de 120 quilômetros de Goiânia.
O que é um mosaico
O mosaico não cria área protegida nova nem desapropria terras. Previsto na lei que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Lei nº 9.985, de 2000), ele é uma forma de administrar em conjunto unidades que ficam próximas ou coladas umas às outras. Em vez de cada reserva cuidar sozinha do seu pedaço, os responsáveis passam a combinar ações como prevenção e combate a incêndios, fiscalização, pesquisa, turismo e formação de corredores para a circulação de animais.
Segundo a Agência Brasil, o objetivo do grupo é ampliar a proteção da biodiversidade e coordenar as ações ambientais de forma conjunta.
Quem faz parte
Todas as 20 áreas são reservas particulares, isto é, propriedades privadas cujos donos decidiram, por vontade própria, destiná-las à conservação de forma permanente. Entre elas estão:
- Fazenda Vagafogo Boa Vista;
- Segredo da Serra dos Pireneus;
- Magia do Cerrado;
- Vale das Copaíbas;
- Segredos do Cerrado;
- Mata da Borboleta Azul;
- Reserva Ecológica do Barriguda.
A região já abriga o Parque Estadual dos Pireneus, onde fica o pico de mesmo nome, e é um divisor de águas importante: ali nascem cursos d’água que correm para as bacias do Tocantins e do Paraná. É também um dos principais destinos de ecoturismo do estado, com trilhas, cachoeiras e a tradicional Festa do Morro, na lua cheia de julho.
Por que importa
O Cerrado está entre os biomas que mais perderam vegetação nativa no país, e boa parte do que resta em Goiás está em terras privadas. Por isso, reservas mantidas por proprietários têm peso maior aqui do que em outros biomas. A gestão em mosaico ajuda a enfrentar o principal risco da estação seca: os incêndios, que não respeitam cerca e exigem brigadas e aceiros combinados entre vizinhos.
O modelo interessa também ao Sudoeste goiano, onde o Parque Nacional das Emas, entre Mineiros, Chapadão do Céu e Costa Rica (MS), é cercado por lavouras e depende de corredores de vegetação nas propriedades do entorno para manter a fauna.
Fonte: Agência Brasil.



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