Imagem ilustrativa: caminhão-tanque de leite na Noruega. Não é a Piracanjuba nem a Complem. Foto: Wolfmann (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons
O Grupo Piracanjuba assumiu no domingo (1º) a operação industrial de lácteos da Cooperativa Mista dos Produtores de Leite de Morrinhos (Complem), no Sul de Goiás. O negócio, anunciado em setembro e aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), é um arrendamento da fábrica e da marca Compleite, que passa a ser produzida e distribuída pela Piracanjuba. Cerca de 200 funcionários da cooperativa foram incorporados pela empresa.
A unidade de Morrinhos deve processar cerca de 300 mil litros de leite por dia e também vai fabricar produtos da marca Piracanjuba. O acordo prevê investimentos na modernização das instalações, troca de equipamentos e aumento da capacidade de produção. Com a nova planta, o grupo chega a 13 fábricas e 16 postos de resfriamento de leite no país, com cerca de 5 mil funcionários e capacidade de processar mais de 7 milhões de litros por dia.
O que muda para o produtor
A Complem continua responsável pela captação do leite, pelo relacionamento com os produtores e pelo pagamento aos cooperados. O leite recolhido pela cooperativa será entregue à Piracanjuba para processamento. A cooperativa também mantém as outras atividades: comércio de grãos, nutrição animal, lojas agropecuárias e supermercados. As duas empresas vão dividir o mesmo complexo industrial.
Segundo o presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo, o acordo faz parte da estratégia de expansão da empresa. A parceria prevê ainda atuação comercial conjunta em Goiás, incluindo a venda de insumos agrícolas aos produtores de leite ligados ao grupo.
Fundada em 1978, a Complem faturou mais de R$ 1 bilhão em 2025. A Compleite, vendida principalmente em Goiás e no Distrito Federal, continua nos mesmos mercados. Goiás está entre os maiores produtores de leite do país.
Com informações de: Jornal Opção.



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