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HC-UFG abre centro de reabilitação pelo SUS para mulheres em tratamento de câncer de mama, com estúdio de Pilates e realidade aumentada; 250 pacientes por ano

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Prédio alto e claro do Hospital das Clínicas da UFG, em Goiânia, visto da rua arborizada, com um carro vermelho estacionado em primeiro plano

Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, em Goiânia, em 2022. Foto: Fronteira (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons

Mulheres em tratamento contra o câncer de mama atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ganharam em Goiânia um centro de reabilitação física e funcional com estúdio de Pilates e uma sala equipada com recursos de realidade aumentada. O Centro Especializado de Reabilitação do Cora (CER-Cora), do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG), foi inaugurado na quarta-feira (4) e deve atender cerca de 250 pacientes por ano.

O espaço fica no Edifício de Internação do hospital, na Rua 235, nº 285, no Setor Leste Universitário, e é ligado ao Centro Avançado de Diagnóstico da Mama (Cora), referência do HC-UFG no diagnóstico e no acompanhamento da doença.

Para que serve

O centro foi criado para tratar as consequências físicas que podem aparecer durante ou depois do tratamento oncológico, como dores, cansaço intenso (fadiga), linfedema, que é o inchaço do braço causado por acúmulo de líquido, e alterações nos músculos e articulações. Esses problemas podem reduzir a mobilidade e a força e atrapalhar tarefas do dia a dia, como pentear o cabelo, carregar sacolas ou voltar ao trabalho.

Segundo o hospital, as atividades serão definidas para cada paciente, de acordo com as condições clínicas, as limitações e a fase do tratamento. Um dos diferenciais é oferecer, juntos e dentro do SUS, Pilates e realidade aumentada para fins de reabilitação, com intervenções baseadas em evidências científicas.

Ensino e pesquisa

Como o HC-UFG é hospital-escola, o CER-Cora também será usado na formação de estudantes e profissionais de saúde e em pesquisas sobre os resultados das técnicas na recuperação funcional e na qualidade de vida das pacientes.

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma. Pacientes do interior, como as do Sudoeste Goiano, chegam aos serviços de referência da capital pela regulação do SUS, a partir da unidade de saúde do município. A orientação dos especialistas é fazer o autoexame, procurar o posto de saúde ao notar qualquer alteração e, a partir dos 50 anos, fazer mamografia a cada dois anos.

Com informações de: Mais Goiás.

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