Imagem ilustrativa: linha de montagem de automóveis na Coreia do Sul. Foto: Anonyme (CC BY 2.5), via Wikimedia Commons
A produção da indústria brasileira caiu 0,8% em setembro na comparação com agosto, a quarta retração em cinco meses, segundo a Pesquisa Industrial Mensal divulgada nesta quinta-feira (5) pelo IBGE. Desde maio, a perda acumulada chega a 4,1%, o que apaga quase todo o ganho de 4,2% registrado nos quatro primeiros meses do ano. Em relação a setembro de 2025, a queda foi de 2,5%, a maior desde março de 2024.
O resultado veio pior que o previsto. A própria Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda registrou que o dado ficou abaixo da mediana das expectativas do mercado, que apontava recuo de 0,4%. No acumulado de 12 meses, a indústria praticamente parou: alta de apenas 0,2%. Com os números de setembro, o setor está 16,5% abaixo do pico histórico, alcançado em maio de 2011.
| Mês | Variação sobre o mês anterior |
|---|---|
| Maio | -1,0% |
| Junho | -1,6% |
| Julho | 0,0% |
| Agosto | -0,7% |
| Setembro | -0,8% |
Queda espalhada
O analista da pesquisa, André Macedo, falou em “clara redução na magnitude de crescimento” e em um “perfil disseminado de taxas negativas”: 17 das 25 atividades pesquisadas recuaram de agosto para setembro. A maior queda entre as grandes categorias foi a de bens de capital, máquinas e equipamentos usados para produzir, com -1,9%, sinal de que as empresas estão investindo menos. Bens de consumo semi e não duráveis caíram 1,2%, e bens intermediários, 0,7%. Só os bens duráveis subiram, 0,7%.
Entre as atividades, as maiores perdas vieram de derivados de petróleo e biocombustíveis (-4,2%) e de produtos alimentícios (-1,7%), puxadas pela produção de álcool e açúcar, setor importante em Goiás. A única grande ajuda veio das indústrias extrativas, com alta de 1,7% graças à maior extração de petróleo, gás e minério de ferro.
Juro alto e confiança em baixa
O IBGE lembrou que a comparação anual foi afetada por um dia útil a menos em setembro de 2026 e pela base alta do ano passado, quando a indústria cresceu 2% no mesmo mês. Mas o desempenho fraco coincide com um período de juros elevados: na quarta-feira (4), o Banco Central manteve a taxa básica em 13,75% ao ano, decisão criticada por entidades do setor produtivo. Desde a reeleição do presidente Lula, o mercado tem reagido com desconfiança às contas públicas, com queda da Bolsa e alta do dólar, e a equipe econômica informou nesta semana que vai discutir novas medidas fiscais com o presidente.
Fonte: Agência Brasil.



PF faz buscas em Goiânia e em mais cinco cidades contra esquema que usava documentos falsos e dados de terceiros para receber benefícios sociais05/11/2026
No STF, clubes dizem que proibição das bets por MP de Lula tira até R$ 430 milhões por ano do Flamengo e criticam prazo de dez dias; AGU defende a medida04/11/2026
Facção proíbe venda de água em cidade do Ceará, comerciantes param de vender garrafões e polícia passa a escoltar a distribuição em Banabuiú03/11/2026
Dívida bruta fica em 82,9% do PIB, a maior desde 2021, e sobe 11 pontos desde o fim de 2022; juros do setor público passam de R$ 1,2 trilhão em 12 meses30/10/2026
PF e CGU apontam esquema no seguro-defeso que poderia tirar R$ 10 bilhões dos cofres públicos em cinco anos; dois servidores são afastados no Maranhão29/10/2026
Flávio Bolsonaro cruza a fronteira com a Argentina e voa para o Equador; Gayer diz que senador saiu para não virar “peça de barganha” de Moraes no Senado28/10/2026