Moedas e cédulas de real. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
IPCA acumulado em um ano vai a 4,58%, acima do teto de 4,5%. Na capital goiana, o índice do mês foi de 1,07%, o segundo maior entre as 16 áreas pesquisadas, e o de 12 meses chegou a 6,08%.
A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 0,82% em setembro, a maior desde março, informou o IBGE nesta sexta-feira (9). Em agosto, o índice havia sido negativo (-0,32%). Com o resultado, o acumulado em 12 meses subiu de 4,22% para 4,58% e voltou a ultrapassar o teto da meta do governo, de 4,5%. O número veio acima do esperado pelo mercado, que projetava 0,60% no boletim Focus.
Goiânia acima da média
Em Goiânia, a alta do mês foi de 1,07%, atrás apenas da Grande Vitória (1,08%) entre as 16 regiões e capitais pesquisadas. No acumulado de 12 meses, a capital goiana tem a maior inflação do país: 6,08%. No ano, o índice local soma 4,38%. Os dados são da tabela 7060 do Sidra, o banco de dados do IBGE.
| Grupo | Goiânia em setembro | Brasil em setembro |
|---|---|---|
| Transportes | 1,78% | 0,89% |
| Habitação | 1,73% | 2,31% |
| Alimentação e bebidas | 1,51% | 0,83% |
| Vestuário | 0,83% | 0,71% |
| Artigos de residência | 0,72% | 0,27% |
| Comunicação | 0,59% | 0,64% |
| Despesas pessoais | 0,16% | 0,26% |
| Educação | 0,02% | 0,04% |
| Saúde e cuidados pessoais | -0,07% | 0,08% |
| Índice geral | 1,07% | 0,82% |
O que mais subiu na capital goiana
- tomate: 53,10%;
- limão: 37,14%;
- batata-inglesa: 18,29%;
- cebola: 17,83%;
- passagem aérea: 16,48%;
- etanol: 6,67%;
- energia elétrica residencial: 5,33%;
- óleo diesel: 3,98%.
Ficaram mais baratos o repolho (-10,09%), ingressos de cinema, teatro e shows (-8,23%), mamão (-6,19%), cenoura (-5,90%), banana-prata (-5,07%), feijão-carioca (-3,53%) e frango em pedaços (-2,82%).
Por que subiu
No país, a conta de luz foi o item de maior peso: avançou 7,98% e respondeu por 0,32 ponto do índice. A principal explicação é o fim do Bônus de Itaipu, desconto que havia derrubado as faturas de agosto. Para outubro, a bandeira tarifária é verde, sem cobrança extra. As passagens aéreas subiram 9,66% e os combustíveis, 1,41%.
Os alimentos voltaram a subir depois de três meses de queda. O analista do IBGE Fernando Gonçalves atribui o movimento à menor oferta, por causa de frio e chuva: “Sem chuva e sem sol na medida certa, a gente acaba tendo alguma influência que chega no bolso do consumidor”. A meta de inflação é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto, e só é considerada descumprida se o teto for ultrapassado por seis meses seguidos.
Fonte: Agência Brasil e IBGE/Sidra, tabela 7060.



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