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Inscrição enviada a um minuto do fim leva estudante goiano de 22 anos ao Talents Rio; único do Centro-Oeste, ele sonha com uma cinemateca em Goiás

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Grande projetor de filmes de 70 milímetros exposto numa sala escura de museu

Projetor de filme de 70 mm exposto em Paris. Foto: DiscoA340/Domínio público (CC0), via Wikimedia Commons

O ator e realizador audiovisual Mateus Lemos, de 22 anos, mandou a inscrição faltando um minuto para o fim do prazo e acabou sendo o único representante do Centro-Oeste no Talents Rio 2026, programa de formação ligado ao Festival do Rio. Estudante de Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual de Goiás (UEG), ele voltou com um plano: ajudar a criar uma cinemateca em Goiás.

Mateus foi um dos 24 selecionados deste ano, vindos de nove estados brasileiros e de Angola. A programação, de 5 a 9 de outubro, teve encontros, atividades práticas e debates com profissionais do setor. Ele participou da trilha de Preservação Audiovisual, coordenada pela curadora Lila Foster, com cerca de 20 anos de experiência na área.

Do projetor antigo ao digital

Entre os convidados estavam Elise Girard, da Cinemateca Francesa, que apresentou a plataforma Henri, e Markus Ruff, do Arsenal, instituição alemã de preservação e difusão de cinema. Os participantes também tiveram uma aula introdutória sobre digitalização e escaneamento de filmes e visitaram o Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual (Lupa), da Universidade Federal Fluminense, em Niterói, onde viram projetores antigos, salas refrigeradas para guardar películas e processos de duplicação de filmes.

“Voltei em êxtase, com mais certeza do caminho que quero construir e ainda mais vontade de fazer a diferença no audiovisual goiano”, disse o estudante ao Mais Goiás. Segundo ele, a convivência com mestrandos, doutorandos e profissionais experientes reforçou a confiança de que também pode ocupar esses espaços.

Memória goiana

A experiência já muda os planos acadêmicos de Mateus. Para o trabalho de conclusão de curso, ele estuda pesquisar registros audiovisuais da história do movimento Vogue em Goiânia, o que pode virar um documentário. A ideia de uma cinemateca goiana é reunir, conservar e tornar acessível a memória do cinema produzido no estado.

A trajetória artística começou aos 13 anos. Desde então, Mateus soma mais de 40 trabalhos em cinema, televisão, teatro e produções culturais e mais de 600 horas de formação.

Com informações de: Mais Goiás

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