O aiatolá iraniano Ali Khamenei | Foto: Reprodução/Flickr
Posição do governo iraniano ocorre em contexto de tentativa da Europa de intermediar o conflito no Oriente Médio
O governo do Irã afirmou que não aceitará discutir a continuidade de seu programa nuclear sob ataques israelenses, mesmo diante das tentativas de líderes europeus de reabrir negociações, cuja decisão sobre a participação dos Estados Unidos ocorrer em até duas semanas.
A intensificação dos confrontos entre Irã e Israel ganhou destaque nesta sexta-feira, 20, depois de novas ofensivas aéreas israelenses atingirem dezenas de instalações militares iranianas, conforme anunciado pelo Exército de Israel.
Entre os alvos, está a Organização de Inovação e Pesquisa Defensiva, suspeita de envolvimento no desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã. Fontes iranianas relataram que uma instalação industrial dedicada à fabricação de fibra de carbono, utilizada em mísseis, foi destruída. Elas negaram a existência de projetos nucleares no local.
Tensão no Oriente Médio: Israel X Irã

Os ataques de Israel ao Irã começaram na sexta-feira anterior, sob a justificativa de evitar que Teerã desenvolva armamento nuclear. O Irã, que alega que seu programa nuclear tem fins pacíficos, respondeu com disparos de mísseis e drones.
Nesse contexto, Israel direciona suas ações a locais nucleares, estruturas de mísseis e áreas civis, numa estratégia que, segundo autoridades ocidentais, também visa ao enfraquecimento do governo do aiatolá Ali Khamenei.
“Estamos visando a queda do regime? Isso pode ser um resultado, mas cabe ao povo iraniano se levantar por sua liberdade”, afirmou Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel.
O governo israelense acusa o Irã de atacar civis deliberadamente com munições de fragmentação, enquanto a representação iraniana nas Nações Unidas não se manifestou. O Irã, por sua vez, diz que seus alvos são instalações militares e de defesa em Israel, mas reconheceu ter atingido também um hospital e outros locais civis.
Fonte: Revista Oeste



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