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Irã cobra US$ 2 milhões para travessia no Estreito de Ormuz

Atualizada em 26 de março de 2026, 09h122 min de leitura

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Intermediários conduzem os pagamentos, com valores variados conforme o tipo de navio | Foto: Divulgação/LHD 4

País exige dados de navios em rota responsável por cerca de 20% do fluxo global de energia

O Irã passou a cobrar taxas de até US$ 2 milhões para que navios comerciais atravessem o Estreito de Ormuz. A rota concentra cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás natural liquefeito.

Autoridades iranianas também exigem informações detalhadas sobre tripulação, carga e rota das embarcações. As cobranças ocorrem caso a caso. Intermediários conduzem os pagamentos, com valores variados conforme o tipo de navio.

Petroleiros, embarcações de gás e navios de alto valor concentram a maior parte das tarifas. Algumas empresas já realizaram transferências. O mecanismo de pagamento não foi detalhado. Também não há informações sobre a moeda utilizada, segundo fontes ouvidas pela agência Bloomberg.

Embarcações iranianas ou vinculadas à China predominam entre as que atravessaram a rota | Foto: Reprodução/Redes sociais

As negociações ocorrem de forma discreta. Pessoas próximas às tratativas relataram que os acordos evitam divulgação pública.

Irã restringe fluxo e enfrenta reação internacional

O fluxo de navios no estreito caiu nas últimas semanas. O conflito no Oriente Médio se aproxima de um mês. Embarcações iranianas ou ligadas à China predominam entre as que conseguiram atravessar a rota.

O governo iraniano afirmou que a navegação segue liberada para países aliados. O país declarou que não suspendeu o tráfego marítimo. Segundo o comunicado, restrições atingem apenas nações consideradas hostis.

A Guarda Revolucionária do Irã informou que interceptou um navio porta-contêineres. A embarcação não teria cumprido protocolos nem apresentado autorização para travessia.

Autoridades iranianas discutem a formalização das taxas. A proposta integra negociações para o período posterior ao conflito.

A medida enfrenta resistência internacional. A Índia afirmou que as leis internacionais garantem o direito de livre navegação no Estreito de Ormuz e declarou que ninguém deve impor taxas. O país figura entre os mais afetados pela redução do fluxo marítimo.

Enquanto isso, o Irã afirma que a segurança plena no Estreito de Ormuz só será restabelecida quando cessarem as ameaças militares na região.

Fonte: Revista Oeste

AssuntosEstados UnidosEUAGuerraIrãMundoPetróleo

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