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Lista oficial de plantas ameaçadas de extinção cresce e chega a 3.730 espécies, 521 a mais que em 2022; duas árvores da Mata Atlântica podem já ter sumido

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Morro coberto de vegetação de cerrado, com árvores baixas e retorcidas, arbustos e capim alto em primeiro plano

Vegetação de Cerrado, bioma que cobre a maior parte de Goiás. Foto: C2rik/Domínio público, via Wikimedia Commons

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) atualizou na quarta-feira (28) a Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção. A nova relação tem 3.730 espécies de árvores, arbustos e plantas de pequeno porte, avaliadas pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ). Na revisão anterior, publicada em 7 de junho de 2022, eram 3.209, ou seja, 521 espécies a mais entraram na lista.

As quatro categorias

  • Vulnerável: 838 espécies, entre elas a castanha-do-pará, na lista desde 1992, e o palmito-juçara;
  • Em perigo: 2.162 espécies, o maior grupo, que inclui a araucária e o jequitibá-rosa;
  • Criticamente em perigo: 728 espécies, como o pau-brasil, a árvore que deu nome ao país;
  • Criticamente em perigo, possivelmente extinta: 2 espécies, ambas da Mata Atlântica.

As duas plantas que podem ter desaparecido são o Symplocos rizzinii, árvore da Serra do Itatiaia, no Rio de Janeiro, e a Plinia rogersiana, parente da jabuticaba, com registro em São Paulo.

Como a lista é feita

A classificação considera o tamanho das populações, a fragmentação e o declínio delas, a distribuição geográfica, as ameaças e as medidas de conservação já existentes. Pela Portaria nº 43/2014 do MMA, a lista deve ser revisada a cada cinco anos. Ela tem efeito prático: espécies ameaçadas têm regras mais rígidas de corte, exploração e comércio, e a presença delas pesa nos processos de licenciamento ambiental de obras e empreendimentos.

Para Goiás, a lista interessa sobretudo por causa do Cerrado, segundo maior bioma do país e um dos que mais perderam vegetação nativa nas últimas décadas com o avanço da agropecuária. Produtores e empresas que pedem autorização de supressão de vegetação devem conferir se há espécies listadas na área, porque isso pode exigir medidas de compensação.

Fonte: Agência Brasil

AssuntosBiodiversidadeEspécies ameaçadasExtinçãoFloraJardim Botânico do Rio de JaneiroMeio AmbienteMMA

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