O presidente Lula reduziu o número de reuniões com ministors de Estado | Foto: | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Encontros com o alto escalão petista caíram drasticamente
O presidente Lula reduziu 89% o número de reuniões formais com ministros em 2024, comparado com 2023. Apenas dois ministros ampliaram os encontros com o petista, enquanto a prioridade foi dada a membros do PT e aliados próximos no Palácio do Planalto.
Marina Silva (Rede-AC), ministra do Meio Ambiente, aumentou de seis para 14 reuniões com Lula devido às crises ambientais no país. Em 2024, o Brasil teve 60% do território coberto por fumaça. O levantamento é do jornal O Globo.
O ministro Juscelino Filho (União Brasil-MA), das Comunicações, também teve mais encontros. Passou de três para quatro, sendo um deles para discutir seu indiciamento pela Polícia Federal (PF).
Já ministros indicados pelo centrão, como Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) e André Fufuca (PP-MA), tiveram menos reuniões, entre uma e três. Marcos Amaro, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), não teve encontros formais registrados, mas recebe Lula diariamente no Planalto.
André de Paula (PSD-PE), ministro da Pesca, teve um encontro oficial com Lula e afirmou que só solicita reuniões para debates políticos relevantes.
Lula prioriza aliados
O ministro da Educação, Camilo Santana (PT-CE), teve 15 encontros com Lula, gerindo o projeto “Pé-de-Meia”. A Secretaria de Comunicação Social justificou o aumento de agendas em 2023, afirmando que Lula focou na reconstrução de políticas negligenciadas por governos anteriores.
Em nota, a Secom destacou que o governo mantém diálogo constante com todos os ministros, em reuniões formais e durante viagens. Ministros como Rui Costa (PT-BA), Alexandre Padilha (PT-SP), Paulo Pimenta (PT-RS), Mauro Vieira e Ricardo Lewandowski foram alguns dos mais frequentes na agenda de Lula, com oito a 55 encontros.
A Secom também explicou o aumento no número de agendas em 2023, afirmando que, no primeiro ano de mandato, Lula “focou no projeto de reconstrução de políticas públicas e sociais, com ações direcionadas a diversas áreas críticas que foram deixadas de lado pela gestão anterior”.
Fonte: Revista Oeste



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