A manifestação ‘Acorda, Brasil’ que ocorreu neste domingo, 25, em Brasília | Foto: Gabriel Souza/Revista Oeste
Estimativa considera todas as 4 horas de duração do evento convocado por Nikolas em Brasília
A manifestação “Acorda, Brasil” na Praça do Cruzeiro, na área central de Brasília, reuniu entre 50 mil e 100 mil pessoas neste domingo. A informação foi obtida por Oeste com fontes da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP), a qual ficou responsável pela segurança do evento.
Segundo fontes, não é possível estimar um número mais exato em decorrência da forte chuva durante as pouco mais de 4 horas de manifestação. Guarda-chuvas e inúmeras pessoas que decidiram acompanhar o ato “Acorda, Brasil” de carro — por falta de estacionamento — contribuem para o levantamento mais amplo.
Enquanto esperavam a chegada de Nikolas Ferreira (PL-MG) e aliados políticos, os manifestantes se mantiveram animados mesmo com as precipitações. O grupo chegou a cantar gritos de guerra contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o petismo.
Discurso de Nikolas
Em seu discurso, Nikolas clamou por uma mudança no rumo político do país e destacou que o ato não se tratava de uma “tomada de poder”. Ele disse ter pensado que “nunca mais veria manifestações em Brasília” e estava “desesperançoso”.
“Mas, eu tenho certeza de que essa foi a maior caminhada da história desse país”, declarou Nikolas.“Não estamos aqui para tomar o poder, mas o Brasil acordou. (…) Alexandre de Moraes, o Brasil não tem medo de você. Vamos agora ter a missão de acordar as outras pessoas e essa missão é sua.”
Em seu discurso, o parlamentar afirmou que a luta da oposição inclui uma saúde e educação pública de qualidade, chegando a fazer um apelo aos docentes do país: “Professores desse país, acordem e se livrem da ideologia da esquerda”.
“Estamos aqui acima de tudo para poder despertar o país”, seguiu. “Estamos em um pesadelo terrível. Não conseguimos mais viver nesse país. Se eles tentarem nos parar, este não é o fim. É apenas o começo.”
Início da caminhada
O ato começou de forma simbólica, depois que Nikolas concluiu uma agenda em Minas Gerais e decidiu seguir caminhando rumo a Brasília. O gesto, inicialmente restrito a um pequeno grupo, ganhou repercussão nas redes sociais e passou a atrair parlamentares e manifestantes ao longo do trajeto.
A adesão ao longo do percurso transformou a caminhada em uma demonstração política com presença crescente de lideranças da oposição e de apoiadores vindos de diferentes regiões do país. A concentração deste domingo marca um dos atos mais comentados do período, em um cenário de tensão institucional e polarização persistente.
Fonte: Revista Oeste



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