Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central | Foto: Reprodução/Ana Assunção/UFPR/Flickr
Valores constam em documentos fiscais e envolvem consultoria prestada por economista ao banco
O Banco Master declarou ter repassado R$ 5,1 milhões ao economista Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central (BC). Os dados aparecem em relatórios da Receita Federal enviados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.
Loyola ocupou a presidência do BC em dois períodos. Ele comandou a autoridade monetária de 1992 a 1993, no governo Itamar Franco, e voltou ao cargo entre 1995 e 1997, nomeado por Fernando Henrique Cardoso.
Outros nomes também aparecem nas declarações do banco. O levantamento inclui o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, a família do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e os ex-ministros Guido Mantega, Fabio Wajngarten, Henrique Meirelles e Ricardo Lewandowski.
Ao portal Metrópoles, Loyola afirmou que sua atuação no Master era conhecida. Ele integrou um comitê consultivo ao lado de Henrique Meirelles e Ricardo Lewandowski.
“Era um pouco isso, olhar as coisas de mercado”, disse Loyola. “Não era uma coisa que avaliasse outros aspectos, a não ser oportunidades de mercado.”
Consultoria de Loyola ao Master
O economista exerce o cargo de diretor-presidente da Tendências Consultoria. Ele mantém sociedade com outros profissionais, entre eles o ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega.
Apesar disso, o Master contratou Loyola por meio da empresa Gustavo Loyola Consultoria Ltda. Ele possui 99% de participação na companhia, que divide com o filho. Os pagamentos começaram em meados de 2023. O banco realizou depósitos mensais de R$ 250 mil.
Naquele ano, Loyola recebeu R$ 1,25 milhão. O valor dobrou em 2024 e voltou a se repetir em 2025. A soma ultrapassou R$ 5 milhões em pouco mais de dois anos.
Durante esse período, o economista comentou publicamente a possível compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB). Em entrevista, afirmou que a operação poderia beneficiar todos os envolvidos.
Fonte: Revista Oeste



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