Daniel Vilela (MDB), governador reeleito de Goiás, em 2024. Foto: Emerson Júnior GSF (CC0, domínio público), via Wikimedia Commons
Presidente estadual do partido, Haroldo Naves diz que a decisão foi tomada pela Executiva um dia depois do primeiro turno. Nacionalmente, 17 dos 27 diretórios do MDB apoiam o candidato do PL.
O MDB de Goiás confirmou nesta terça-feira, 13 de outubro, apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. O partido acompanha o governador reeleito Daniel Vilela (MDB), que já havia declarado voto no candidato do PL contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição.
Segundo o presidente estadual da sigla, Haroldo Naves, a decisão foi discutida em reunião da Executiva na segunda-feira, 5 de outubro, um dia depois do primeiro turno. Na ocasião, de acordo com ele, lideranças e detentores de mandato do MDB foram ouvidos e manifestaram a vontade de caminhar com Flávio.
O apoio foi selado no dia seguinte, terça-feira, 6, quando Flávio Bolsonaro esteve em Goiânia e recebeu as adesões do ex-governador Ronaldo Caiado e de Daniel Vilela. Naves afirmou que o encontro serviu para confirmar o apoio do partido como um todo.
Partido dividido no país
Em âmbito nacional, o MDB oficializou na terça-feira o apoio a Flávio, mas a decisão não é unânime: 17 dos 27 diretórios estaduais estão com o candidato do PL. Os outros dez, todos do Norte e do Nordeste, divulgaram nota conjunta em defesa da reeleição de Lula. Assinam o documento os diretórios do Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rondônia.
O cenário em Goiás
Pelos resultados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula recebeu 31% dos votos válidos em Goiás no primeiro turno e 26% em Jataí. Com a adesão do MDB, os grupos de Ronaldo Caiado, de Daniel Vilela e o PL passam a fazer campanha pelo mesmo candidato no estado.
Do outro lado, o PT de Goiás entregou a coordenação da campanha de Lula no estado a Luis Cesar Bueno, que fala em “clima de virada”.
Com informações de: Jornal Opção e Agência Brasil.



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