Avenida Presidente Vargas, em Rio Verde. Foto: Fronteira (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons
Segundo os profissionais, a mudança foi avisada por WhatsApp, sem documento. Pediatria em uma UPA e radiologia no Hospital Materno Infantil teriam ficado sem escala. Sindicato analisa o caso; Prefeitura ainda não se manifestou.
Médicos que atendem na rede pública de Rio Verde, no Sudoeste goiano, denunciam cortes no valor pago pelos plantões e redução de equipes em unidades de saúde do município. Segundo os relatos, as mudanças foram comunicadas nesta semana, sem negociação prévia, e podem atingir até plantões já realizados.
Uma médica, que pediu para não ser identificada, contou ao portal Mais Goiás que recebeu o aviso por WhatsApp na terça-feira (13), com a informação de que o desconto viria no próximo pagamento. De acordo com os profissionais, a redução seria de 20% no novo Hospital Municipal Universitário e de 17% no Hospital Materno Infantil. Nas UPAs, os valores dos plantões também teriam mudado, mas os percentuais não foram informados.
Quanto vale um plantão
Pelos números citados pela médica, no Hospital Municipal Universitário o plantão de clínico em enfermaria e pronto atendimento passaria de R$ 980 para R$ 784; na UTI adulto, de R$ 1.200 para R$ 960. No pronto-socorro de pediatria, o valor teria caído de R$ 1.066 para R$ 884,78. Especialistas, como anestesistas e cardiologistas, também teriam sido atingidos.
Ainda segundo os relatos, uma UPA perdeu o atendimento de pediatria e o Hospital Materno Infantil ficou sem escala de radiologia. Há também denúncias de demissão de técnicos de enfermagem e enfermeiros em Unidades Básicas de Saúde, sem número de desligados ou unidades informadas.
Carta de repúdio
Em carta assinada pelo “corpo médico prestador de serviços ao município”, os profissionais classificam a redução como “injusta, desrespeitosa e juridicamente questionável”, por alterar valores previamente acordados, e pedem que a gestão reconsidere a decisão. A médica ouvida explicou que o serviço é terceirizado: uma empresa recebe os recursos do fundo de saúde e contrata outras pessoas jurídicas, que repassam os valores aos médicos, sem vínculo pela CLT.
A categoria acionou o Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego), que analisa o caso com a equipe jurídica, e o Conselho Regional de Medicina (Cremego) teria sido comunicado. Os médicos temem que a falta de escalas afete o atendimento de urgência e emergência.
A Prefeitura de Rio Verde foi procurada pelo Mais Goiás e ainda não havia se manifestado. O espaço segue aberto.
Com informações de: Mais Goiás.



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