O juiz do STF atendeu à solicitação da defesa do filho do presidente, que responde a três inquéritos por suspeita de tráfico de influência.
Mendonça mencionou reportagens que revelaram conversas de aplicativos, trechos de documentos policiais e detalhes de inquéritos.
O ministro destacou que a investigação da PF deverá identificar quem violou o sigilo funcional e repassou dados confidenciais ilegalmente para a imprensa.
Conforme Mendonça, peritos e investigadores possuem responsabilidade.
O magistrado ressaltou que, mesmo quando há autorização judicial para quebra de sigilo durante a investigação, as informações não podem se tornar públicas.
Mendonça ponderou que a apuração não deve atingir jornalistas nem veículos de imprensa que publicaram as informações.
“O procedimento apuratório referido parte de hipótese investigativa centrada na eventual identificação daqueles que teriam o dever de custodiar o material sigiloso e o violaram”, observou o magistrado. “Não daqueles que, no legítimo exercício da fundamental profissão jornalística, obtiveram o acesso indireto às informações que, pela sua natureza íntima, não deveriam ter sido publicizadas.”
Nesta semana, veículos de mídia divulgaram trocas de mensagens entre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger.
Roberta mantinha sociedade com Lulinha e Fernando Bittar para intermediar negócios.
Os três eram integrantes de um grupo no WhatsApp chamado “Musaranhos”, em que discutiam projetos no governo federal.
A reportagem relata que Roberta afirmou que ela e Lulinha “eram uma coisa só” e que o filho do presidente evitava exposição, de modo a atuar pontualmente, em algumas situações.
O inquérito apura se o grupo teria favorecido a empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, no Ministério da Saúde, para facilitar contratos relacionados a produtos medicinais à base de Cannabis.
As mensagens também sugerem que o grupo planejava obter lucros elevados. Roberta chegou a mencionar que esperava receber R$ 100 milhões apenas em 2024.
Fonte: Revista Oeste



Fachin arquiva casos de Malafaia, Fiuza e Eduardo no inquérito das fake news, aberto em 2019 sem pedido do Ministério Público e conduzido por Moraes por mais de seis anos28/10/2026
Moraes manda Flávio Bolsonaro entregar os passaportes e o proíbe de sair do país horas depois da derrota; senador chama a decisão de “aberração” e pergunta se ela existiria se tivesse vencido27/10/2026
Decisão de Zanin, ex-advogado de Lula, que prorrogou a votação “gerou dificuldades”, diz presidente do TSE; em SP, 80% das urnas já estavam fechadas, e Caiado chama a ordem de desrespeitosa26/10/2026
PGR se manifesta contra liberar registros de entrada da mulher de Moraes, de Vorcaro, de Lulinha e do Careca do INSS no Senado; pedido de vereador está nas mãos de Fux23/10/2026
TJGO anula júri que condenou cinco PMs do Giro a 13 anos pela morte de três jovens em Goiânia; policiais vão a novo julgamento, ainda sem data22/10/2026
Com Senado eleito para fazer maioria contra o STF, parlamentares dizem que Moraes é o “alvo prioritário” de impeachment; ministros articulam escudo para Dino21/10/2026