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Mendonça manda PF investigar vazamentos sobre Lulinha

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O juiz do STF atendeu à solicitação da defesa do filho do presidente, que responde a três inquéritos por suspeita de tráfico de influência.

Mendonça mencionou reportagens que revelaram conversas de aplicativos, trechos de documentos policiais e detalhes de inquéritos.

O ministro destacou que a investigação da PF deverá identificar quem violou o sigilo funcional e repassou dados confidenciais ilegalmente para a imprensa.

Conforme Mendonça, peritos e investigadores possuem responsabilidade.

O magistrado ressaltou que, mesmo quando há autorização judicial para quebra de sigilo durante a investigação, as informações não podem se tornar públicas.

Mendonça ponderou que a apuração não deve atingir jornalistas nem veículos de imprensa que publicaram as informações.

“O procedimento apuratório referido parte de hipótese investigativa centrada na eventual identificação daqueles que teriam o dever de custodiar o material sigiloso e o violaram”, observou o magistrado. “Não daqueles que, no legítimo exercício da fundamental profissão jornalística, obtiveram o acesso indireto às informações que, pela sua natureza íntima, não deveriam ter sido publicizadas.”

Nesta semana, veículos de mídia divulgaram trocas de mensagens entre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger.

Roberta mantinha sociedade com Lulinha e Fernando Bittar para intermediar negócios.

Os três eram integrantes de um grupo no WhatsApp chamado “Musaranhos”, em que discutiam projetos no governo federal.

A reportagem relata que Roberta afirmou que ela e Lulinha “eram uma coisa só” e que o filho do presidente evitava exposição, de modo a atuar pontualmente, em algumas situações.

O inquérito apura se o grupo teria favorecido a empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, no Ministério da Saúde, para facilitar contratos relacionados a produtos medicinais à base de Cannabis.

As mensagens também sugerem que o grupo planejava obter lucros elevados. Roberta chegou a mencionar que esperava receber R$ 100 milhões apenas em 2024.

Fonte: Revista Oeste

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