‘Flávio é o pré-candidato, basta procurar Michelle e costurar o apoio’, disse um dos interlocutores de Michelle, ao salientar que a decisão sobre apoiar a candidatura do senador segue em aberto | Foto: Reprodução/Redes sociais
Ex-primeira-dama avalia participar da campanha do senador ao Planalto
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro negou que tenha se recusado a apoiar a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a Presidência nas eleições de outubro. Em publicação no Instagram, na tarde deste domingo, 15, a mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro ressaltou que as conversas sobre o assunto ocorrerão no momento adequado.
Mais cedo, o jornal O Estado de S. Paulo informou que Michelle teria decidido ficar fora do palanque do filho 01 do ex-presidente. Oeste apurou, contudo, que a ex-primeira-dama ainda avalia se deve atuar de modo incisivo na campanha.
Na resposta divulgada no Instagram, a ex-primeira-dama criticou o jornal. “Imprensa sem assunto para o final de semana”, escreveu. “A estratégia é sempre a mesma: as fontes imaginárias são ‘correligionários’, ‘aliados’, ‘pessoas próximas’…Daí, imitam o pai da mentira e inventam narrativas.” Na mesma publicação, Michelle alertou os eleitores para que evitem “armadilhas que vêm de inimigos e de falsos aliados”.
Oeste indagou aliados de Michelle sobre o assunto. “Flávio é o pré-candidato, basta procurar Michelle e costurar o apoio”, respondeu um dos interlocutores, ao salientar que a decisão sobre apoiar a candidatura do senador segue em aberto.

Michelle avalia disputar as eleições deste ano
Neste sábado, 14, Michelle deixou aberta a possibilidade de disputar um cargo majoritário nas eleições deste ano. Ela pode concorrer a quatro cargos: presidente, vice-presidente, governador e senador.
No Distrito Federal, aliados mencionam com mais frequência uma eventual candidatura ao Senado. Também já circulou a hipótese de Michelle compor como vice em uma chapa presidencial, que perdeu força desde o anúncio da pré-candidatura de Flávio.
Caso opte pelo Senado, o PL teria de reorganizar a estratégia. Há conversas em andamento com o MDB para uma possível composição: uma vaga ficaria com o governador Ibaneis Rocha e outra com o partido. Outra alternativa discutida envolve o Novo, que poderia lançar Sebastião Coelho, cabendo ao PL indicar o segundo nome da chapa.
O cenário, entretanto, esbarra em um ponto sensível: a pré-candidatura já lançada da deputada federal Bia Kicis ao Senado. Com a eventual entrada de Michelle na corrida, o partido teria de decidir entre montar uma chapa exclusivamente própria, com Michelle e Bia, ou realocar a deputada para uma nova disputa à Câmara.
Fonte: Revista Oeste



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