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Mineiros é o 2º maior produtor de cana de Goiás, e Chapadão do Céu colhe um terço do algodão do estado

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Lavoura de algodão pronta para a colheita

Imagem ilustrativa: lavoura de algodão pronta para a colheita. Foto: Serviço de Conservação de Recursos Naturais do USDA, domínio público, via Wikimedia Commons

Sudoeste goiano produziu 22,9 milhões de toneladas de cana em 2025, mais de um quarto do total de Goiás, e 53% do algodão. O valor da cana, porém, caiu 10,9%.

O Sudoeste goiano não vive só de soja e milho. Segundo a Produção Agrícola Municipal de 2025, do IBGE, os 18 municípios da região colheram 22,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em 260,5 mil hectares. É 26,8% de toda a cana de Goiás, que somou 85,5 milhões de toneladas.

Mineiros na frente

Mineiros é o maior produtor da região e o segundo de Goiás, atrás apenas de Quirinópolis. Foram 4,83 milhões de toneladas em 59,5 mil hectares, volume 2,3% menor do que o de 2024. Chapadão do Céu vem em seguida, com 3,63 milhões de toneladas, alta de 8,2%.

Jataí aparece em terceiro, com 2,64 milhões de toneladas, mesma produção do ano anterior. Rio Verde cresceu 22,2% e chegou a 2,54 milhões. Aporé teve a maior queda: de 2,98 milhões para 2,07 milhões de toneladas, recuo de 30,4%.

MunicípioCana em 2024Cana em 2025Variação
Mineiros4,94 milhões de t4,83 milhões de t−2,3%
Chapadão do Céu3,36 milhões de t3,63 milhões de t+8,2%
Jataí2,64 milhões de t2,64 milhões de t0%
Rio Verde2,08 milhões de t2,54 milhões de t+22,2%
Santa Helena de Goiás2,16 milhões de t2,28 milhões de t+6,0%
Aporé2,98 milhões de t2,07 milhões de t−30,4%
Sudoeste goiano22,6 milhões de t22,9 milhões de t+1,4%

Mais cana, menos dinheiro

Apesar da produção 1,4% maior, a cana rendeu menos. O valor da produção na região caiu de R$ 3,09 bilhões para R$ 2,75 bilhões, queda de 10,9%. Em Mineiros, passou de R$ 612 milhões para R$ 555 milhões. O valor calculado pelo IBGE considera o preço médio recebido pelo produtor e não desconta os custos.

Capital goiana do algodão

No algodão, o destaque é Chapadão do Céu, na divisa com Mato Grosso do Sul. O município colheu 47,9 mil toneladas de algodão em caroço em 2025, o equivalente a 32,2% da produção de Goiás, e é o maior produtor do estado, à frente de Cristalina (36 mil toneladas).

Somado, o Sudoeste produziu 78,7 mil toneladas, 53% do algodão goiano. Montividiu colheu 8,8 mil toneladas, alta de 40,6%, e é o quarto do estado. Rio Verde produziu 5,9 mil toneladas, e Caiapônia, 5,6 mil. Em Jataí, a cultura ainda é pequena, mas dobrou: de 1,6 mil para 3,2 mil toneladas.

O levantamento do Diário de Jataí considera os 18 municípios da microrregião Sudoeste de Goiás, na divisão do IBGE: Aparecida do Rio Doce, Aporé, Caiapônia, Castelândia, Chapadão do Céu, Doverlândia, Jataí, Maurilândia, Mineiros, Montividiu, Palestina de Goiás, Perolândia, Portelândia, Rio Verde, Santa Helena de Goiás, Santa Rita do Araguaia, Santo Antônio da Barra e Serranópolis.

Fonte: IBGE, Produção Agrícola Municipal 2025 (Sidra, tabela 5457). Somas e percentuais calculados pelo Diário de Jataí.

AssuntosGoiásJataí

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