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Ministério confirma foco da doença de Newcastle em granja de perus em Santa Catarina; Goiás, com 95 milhões de aves e 1,8 milhão em Jataí, acompanha reação dos importadores

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Dezenas de perus brancos com cabeças vermelhas e rosadas dentro de um galpão de criação

Criação de perus. Foto: CNA/Divulgação, via Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou no domingo (18) um foco da doença de Newcastle numa granja comercial de perus de corte em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina. O estabelecimento foi interditado e a movimentação de aves, suspensa. O caso acende o alerta em todos os estados produtores, inclusive Goiás, porque doenças desse tipo podem levar países compradores a suspender a importação de carne de frango e de peru do Brasil.

A doença de Newcastle é causada por um vírus que atinge aves domésticas e silvestres. O foco foi identificado pelo serviço veterinário oficial de Santa Catarina e confirmado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo, referência internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). As medidas de controle e erradicação seguem o Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

Consumo é seguro

O ministério reforçou que o consumo de produtos avícolas com inspeção oficial continua seguro. O governo notificou a OMSA e os parceiros comerciais. Segundo o secretário substituto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Rafael Requião, até a segunda-feira não havia informação de suspensão de exportações. “Ainda não temos nada objetivo a informar”, disse.

O que está em jogo para Goiás

Goiás tinha 95,1 milhões de galináceos em 2025, cerca de 6% do plantel do país, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal do IBGE. Jataí tinha 1,8 milhão de aves e 108 mil suínos. A região Sudoeste concentra parte importante da cadeia de carnes do estado, que depende do mercado externo.

O precedente mais próximo é de julho de 2024, quando um caso de Newcastle numa granja do Rio Grande do Sul levou o governo a suspender preventivamente as exportações de carne de aves para os mercados que exigem certificação de país livre da doença. As vendas foram retomadas depois que o foco foi encerrado.

Recomendações ao produtor

  • reforçar a biosseguridade: controle de entrada de pessoas e veículos, telas contra aves silvestres e higiene de equipamentos;
  • não trazer aves de outros estados sem documentação sanitária;
  • comunicar imediatamente à Agrodefesa, a agência de defesa agropecuária de Goiás, qualquer mortalidade alta ou sinais respiratórios e nervosos no lote.

Fonte: Agência Brasil e IBGE – Pesquisa da Pecuária Municipal 2025 (Sidra, tabela 3939)

AssuntosAGROAviculturaDefesa sanitáriaDoença de NewcastleExportaçãoGoiásJataí

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