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Ministério da Saúde vai comprar até 20 mil doses de vacina contra mpox para reforçar estoque do SUS; Brasil tem 665 casos em 2026, e Goiás, dois

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Imagem de microscópio eletrônico colorizada mostrando duas partículas do vírus da mpox, em rosa, presas à superfície de uma célula, em tons de azul

Partículas do vírus da mpox vistas ao microscópio eletrônico, em imagem colorizada. Foto: NIAID (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons

O Ministério da Saúde anunciou que vai comprar até 20 mil doses da vacina contra a mpox para reforçar o estoque do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a pasta, a aquisição tem caráter preventivo e estratégico. Em 2026, o Brasil confirmou 665 casos da doença, número 94% menor que o de 2022, quando houve mais de 10 mil.

A mpox, antes chamada de varíola dos macacos, é uma doença causada por vírus. Os sintomas costumam durar de duas a quatro semanas e incluem erupções na pele, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e fraqueza. As lesões começam como manchas, viram bolhas e formam crostas, muitas vezes no rosto, nas mãos, nos pés, na boca e na região genital. A maioria dos casos é leve ou moderada.

Quem pode se vacinar

A estratégia nacional prioriza pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de linfócitos CD4 abaixo de 100 células por milímetro cúbico, grupo com maior risco de formas graves. Essas pessoas devem procurar os centros de referência onde já fazem acompanhamento para se cadastrar e agendar a vacina. Doses que sobrarem podem ser aplicadas em pessoas com HIV e CD4 abaixo de 200, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras de mpox. O esquema é de duas doses, com intervalo de 28 dias.

Como se transmite

O vírus passa principalmente pelo contato direto com lesões na pele de quem está infectado, com secreções do corpo, como pus, sangue das lesões e saliva, e com objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis. O contato próximo e prolongado com secreções respiratórias também pode transmitir a doença. Quem tiver lesões suspeitas deve procurar uma unidade de saúde e evitar contato íntimo até a avaliação.

Situação em Goiás

Em Goiás, a Secretaria de Estado da Saúde registrou dois casos confirmados em 2026, contra 38 no ano passado, e descartou surto, como o Diário de Jataí mostrou nesta semana. No Distrito Federal, vizinho ao Entorno goiano, organizações da sociedade civil acionaram o Ministério Público por causa da falta de vacina, segundo o portal Pauta Diária. O monitoramento é feito em conjunto pelo ministério e pelas secretarias estaduais e municipais, com notificação e investigação de casos suspeitos.

Fonte: Agência Brasil.

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