Deltan Dallagnol e Sergio Moro, ex-integrantes da Lava Jato | Fotos: Agência Brasil
Integrantes da Lava Jato, ex-juiz e ex-procurador lembraram que os escândalos de corrupção que envolveram o petista não foram mencionados no desfile
O senador Sergio Moro (União-PR), ex-juiz da Lava Jato, e o ex-procurador da força-tarefa que investigou o maior esquema de corrupção do país Deltan Dalagnol (Novo-PR) criticaram o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula.
Os dois lembraram que essa parte da biografia de Lula — sem envolvimento com o maior dos casos de desvio de dinheiro da Petrobras por meio de empreiteiras que admitiram crimes de corrupção — foi omitida no enredo carnavalesco.
Deltan classificou a homenagem como propaganda eleitoral que serviu como “revisão histórica com verba pública”. “A Sapucaí fez propaganda eleitoral de um homem que nunca existiu, mas que todos financiaram e ainda financiam”, afirmou. Em seguida, citou os casos de corrupção investigados a partir de 2014. “Apagaram o pedalinho, o sítio, o triplex, o mensalão, o petrolão e até a prisão, mas a fantasia não muda a biografia.”

Moro também mencionou o sítio de Atibaia, que Lula nunca admitiu ser seu, embora tenha sido condenado em duas instâncias por ter recebido dinheiro para reformas no local, com pagamento de propina, segundo a Lava Jato. Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou essa e a condenação pelo triplex do Guarujá, porque o foro para processar Lula seria Brasília, e não Curitiba.
O post de Moro teve um tom irônico: “Faltou o carro da Odebrecht e do Sítio de Atibaia no desfile do Lula”, escreveu. “Foi um deprimente espetáculo de abuso do poder, com enaltecimento de Lula, sem escândalos de corrupção, e com ataques aos adversários, tudo financiado pelo governo. A Coréia [sic] do Norte não faria melhor.”
Faltou o carro da Odebrecht e do Sítio de Atibaia no desfile do Lula.
— Sergio Moro (@SF_Moro) February 16, 2026
Foi um deprimente espetáculo de abuso do poder, com enaltecimento de Lula, sem escândalos de corrupção, e com ataques aos adversários, tudo financiado pelo Governo.
A Coréia do Norte não faria melhor.
Antes do desfile, Moro também chamou a homenagem de “propaganda eleitoral antecipada para Lula”. “Coisa de caudilho populista. Caminhamos para uma democracia de fachada. Nunca antes na história do país viu-se [sic] tanta roubalheira master e desrespeito à lei”, escreveu, no X.
Fonte: Revista Oeste



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