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Mulher é morta a tiros dentro de casa em Pontalina e filha de 15 anos é baleada nas costas; Goiás chega a 56 feminicídios em 2026

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Caminhonetes pretas e azuis da Polícia Militar de Goiás estacionadas em fila em um pátio de terra

Viaturas da Polícia Militar de Goiás, em imagem de arquivo. Foto: Emerson Júnior Gonçalves da Silva Figueiredo (CC BY-SA 2.0), via Wikimedia Commons

Companheiro da vítima foi preso em flagrante depois de fugir em uma motoneta roubada. Segundo a família, ele não aceitava o fim do relacionamento e já tinha feito ameaças.

Uma mulher de 37 anos foi morta a tiros dentro de casa, na noite de domingo (11), em Pontalina, no sul de Goiás. A filha dela, uma adolescente de 15 anos, também foi atingida, nas costas, e corre risco de ficar paraplégica. O companheiro da vítima foi preso em flagrante pela Polícia Militar.

De acordo com as informações divulgadas pelo portal Mais Goiás, a vítima, identificada como Taynara, estava na casa onde morava, no bairro Vila Brasil, quando foi baleada. A adolescente, enteada do suspeito, foi alvejada na mesma ação. Em seguida, o homem roubou uma motoneta e fugiu.

Prisão na saída da cidade

Policiais da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) localizaram o suspeito na saída de Pontalina. Ao perceber a aproximação das viaturas, ele abandonou o veículo e correu para uma área de mata, mas foi alcançado. A arma usada no crime tinha ficado na casa e foi apreendida.

Familiares contaram à polícia que o homem não aceitava o fim do relacionamento e que já teria ameaçado a mulher outras vezes. Ele foi autuado em flagrante por feminicídio e tentativa de homicídio. A reportagem consultada não registra manifestação da defesa. O caso segue com a Polícia Civil, e o suspeito é considerado inocente até decisão definitiva da Justiça.

56 casos no ano

Com o crime, Goiás chega a 56 feminicídios registrados em 2026, segundo a contagem do portal, apenas quatro a menos que o total de todo o ano de 2025. Faltam mais de dois meses para dezembro. Recentemente, segundo o mesmo portal, outra jovem morreu em Itumbiara depois de ser esfaqueada pelo ex-companheiro.

O relato da família repete um roteiro conhecido de quem atende esses casos: a ameaça depois da separação é um dos principais sinais de risco. Por isso, ameaça deve ser registrada, mesmo quando parece “só da boca para fora”.

Onde pedir ajuda

  • 190: Polícia Militar, em caso de emergência ou agressão em andamento;
  • 180: Central de Atendimento à Mulher, gratuita e 24 horas, também para orientação e denúncia anônima;
  • 197: Polícia Civil, para denúncias;
  • Delegacia: a mulher ameaçada pode pedir medida protetiva de urgência em qualquer delegacia, de preferência na especializada (Deam), sem precisar de advogado.

Com informações de: Mais Goiás.

AssuntosFeminicídioGoiásPolícia MilitarPontalinaViolência contra a mulher

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