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Nova Assembleia de Goiás terá 16 partidos, MDB com a maior bancada e renovação de 46%

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Escadaria e fachada envidraçada do Palácio Maguito Vilela, sede da Assembleia Legislativa de Goiás, sob céu azul com nuvens

Palácio Maguito Vilela, sede da Assembleia Legislativa de Goiás, em Goiânia. Foto: Fronteira (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons

MDB elegeu sete dos 41 deputados estaduais; PL fez cinco, e União Brasil e PT, quatro cada. Apenas cinco mulheres foram eleitas.

A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) que toma posse em 1º de fevereiro de 2027 será fragmentada: as 41 cadeiras da 21ª Legislatura ficaram divididas entre 16 partidos. O MDB, do governador eleito Daniel Vilela, sai das urnas com a maior bancada, de sete deputados, de acordo com a composição divulgada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) depois da apuração do primeiro turno.

A disputa teve 595 candidatos e 3,9 milhões de votos contabilizados. A lista completa dos eleitos foi publicada pelo Diário de Jataí na segunda-feira (5).

Como ficam as bancadas

PartidoCadeiras
MDB7
PL5
União Brasil4
PT4
PRD3
Mobiliza3
PSDB2
Agir2
Novo2
Podemos2
PSD2
PSB1
Republicanos1
Progressistas1
Solidariedade1
Cidadania1

O resultado mantém o predomínio da centro-direita no Legislativo goiano. O campo da esquerda soma cinco cadeiras, quatro do PT e uma do PSB.

Renovação perto da metade

Levantamento do Jornal Opção, que comparou os eleitos de 2022 com os de 2026, aponta que 22 deputados conseguiram novo mandato e 19 cadeiras mudam de dono, uma renovação de 46,34%. O portal O Cerradão contabiliza 21 reeleitos da atual legislatura; a diferença decorre do critério de comparação, já que a composição da Casa mudou ao longo do mandato.

Entre os que não voltam, três deixaram a Assembleia para cima: Bruno Peixoto (União Brasil), Lucas do Vale (MDB) e Lucas Calil (MDB) foram eleitos deputados federais. Outros não conseguiram a reeleição, como Lincoln Tejota (União Brasil), Major Araújo (PL), Mauro Rubem (PT) e Clécio Alves (Republicanos).

Entre os reeleitos, alguns ampliaram bastante a votação. Issy Quinan (MDB) passou de 47.453 votos em 2022 para 73.433, e Amauri Ribeiro (PL) quase dobrou, de 35.060 para 69.556.

Os mais votados

A campeã de votos foi Carol do Amiltinho (MDB), com 109.002. Ela assumiu a candidatura dias antes da eleição, depois da morte do marido, o deputado Amilton Filho, em acidente na BR-050, em Cristalina, em 26 de setembro. Em seguida vêm Fabrício Rosa (PT), com 81.540 votos, Issy Quinan e Paulo do Vale (PSD), ex-prefeito de Rio Verde, com 72.792.

Só cinco mulheres

A presença feminina continua pequena. Cinco mulheres foram eleitas para a Alego, o equivalente a 12% das cadeiras. Na bancada goiana da Câmara dos Deputados também são cinco, 29% das 17 vagas, uma a menos que em 2022. Para a advogada eleitoral Maíce Andrade, ouvida pelo Jornal Opção, os números indicam que a cota de 30% de candidaturas femininas não tem bastado para ampliar a representação, e o debate deveria avançar para mecanismos como a reserva de vagas entre os próprios eleitos.

Fonte: O Cerradão. Com informações de: Jornal Opção e Jornal Opção.

AssuntosAlegoAssembleia LegislativaEleições 2026Goiás

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