Onça-parda (Puma concolor), em imagem de arquivo. Não é o animal resgatado em Inhumas. Foto: Shahzaib Damn Cruze (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons
Felino foi achado por moradores na beira da rodovia na noite de sábado, com escoriações e sem fraturas aparentes. É o segundo resgate da espécie noticiado em Goiás desde agosto.
Uma onça-parda foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros depois de ser atropelada na GO-222, no trecho entre Inhumas e Deuslândia, na região metropolitana de Goiânia. O animal foi encontrado ferido e debilitado por moradores, às margens da pista, na noite de sábado (10), segundo o portal Mais Goiás.
Imagens feitas no local mostram o felino deitado junto à vegetação, sem reagir. De acordo com a corporação, ele tinha escoriações pelo corpo, mas nenhuma fratura visível. Na manhã de domingo (11), os bombeiros levaram a onça para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Goiânia. Já na gaiola de transporte, ela aparece rosnando para a câmera, sinal de que recuperava as forças.
No Cetas, o animal passa por exames e tratamento. A unidade é responsável por devolvê-lo à natureza quando estiver recuperado, o que pode levar de dias a meses.
Segundo caso em dois meses
Em agosto, outra onça-parda foi resgatada com ferimentos por todo o corpo na região do Rio Caiapó, no distrito de Ponte Alta, em Montes Claros de Goiás, no oeste do estado, em ação do Ibama e dos bombeiros. Ela também foi encaminhada ao Cetas da capital.
Também chamada de suçuarana ou puma, a onça-parda é o segundo maior felino do Brasil e vive em todos os biomas do país, inclusive no Cerrado do Sudoeste goiano. Com a perda de mata e a expansão de rodovias, cresce a chance de o animal cruzar pistas à noite, quando costuma caçar.
O que fazer
- Não se aproxime nem tente socorrer por conta própria: um animal ferido e assustado pode atacar;
- Sinalize o local, se for seguro, e mantenha pessoas e cães afastados;
- Ligue para o Corpo de Bombeiros (193) ou para a Polícia Militar (190), que aciona o batalhão ambiental;
- Não ofereça comida nem água e não transporte o animal no carro;
- Na estrada, reduza a velocidade à noite em trechos com mata, placas de travessia de fauna ou perto de rios.
Matar, perseguir ou capturar animal silvestre é crime ambiental (Lei nº 9.605/1998). Atropelamento acidental não é crime, mas avisar as autoridades pode salvar o animal e evitar novo acidente.
Com informações de: Mais Goiás, com dados do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás.



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