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ONU diz que Nicolás Maduro cometeu crimes contra a humanidade

Atualizada em 15 de outubro de 2024, 14h362 min de leitura

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Relatório destacou os abusos do regime chavista durante o período eleitoral

A Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos sobre a Venezuela, ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), destacou em relatório os crimes de direitos humanos que o regime chavista cometeu no país durante o período eleitoral deste ano. O documento mostra que, sob o comando do ditador Nicolás Maduro, houve um aumento significativo nos crimes cometidos contra a população.

Entre as principais violações que o relatório destaca estão detenções arbitrárias, casos de tortura, desaparecimentos e violência sexual. Esses atos foram, segundo a ONU, perpetrados tanto pelas forças de segurança do governo quanto por grupos armados que apoiam o regime de Maduro.

Apelo internacional por ações imediatas

O documento também faz um apelo à comunidade internacional para que pressione por uma ação imediata, visando à libertação dos detidos de forma ilegal. Essa solicitação destaca a urgência de uma resposta global para interromper as práticas abusivas da ditadura venezuelana durante o processo eleitoral para a Presidência da República.

+ Ditadura da Venezuela cancela passaportes de jornalistas

No contexto político da Venezuela, o regime de Maduro continua a enfrentar contestações quanto à legitimidade das eleições ocorridas em julho. A situação foi agravada pelo impedimento de María Corina de concorrer a cargos públicos, o que gerou uma forte reação internacional.

Comunidade internacional reconhece fraude na reeleição de Nicolás Maduro

O Parlamento Europeu, órgão legislativo da União Europeia, aprovou em setembro uma resolução que reconhece Edmundo González Urrutia como presidente democraticamente eleito da Venezuela. A organização avisou que vai fazer “tudo que estiver ao seu alcance para que o político tome posse em 10 de janeiro de 2025”.

A decisão vai contra o resultado apresentado pelo Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, ligado ao regime chavista, que certificou a reeleição de Maduro para o seu terceiro mandato. O anúncio, contudo, não apresentou as atas eleitorais, descumprindo assim os requisitos de transparência previamente acordados pela Justiça.

Os Estados Unidos também reconhecem González como vencedor das eleições presidenciais da Venezuela.

Fonte: Revista Oeste

AssuntosNicolás MaduroONUVenezuela

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