A ministra da Cultura, Margareth Menezes, autorizou a captação de R$ 2 bilhões da Lei Rouanet | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) afirmou que a distribuição de quase R$ 2 bilhões para artistas representa um ‘tapa na cara do brasileiro’
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou a distribuição do dinheiro dos pagadores de impostos por meio da Lei Rouanet. Para ter uma ideia, o Ministério da Cultura já autorizou quase R$ 2 bilhões em captação de recursos para financiar projetos culturais em 2025. O uso desses recursos para bancar artistas tem gerado revolta entre parlamentares.
O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), vice-líder da oposição na Câmara, disse que o governo federal “debocha” do brasileiro que passa fome, enquanto distribui bilhões do dinheiro público por meio da Lei Rouanet.
“É ou não é um tapa na cara da população?”, perguntou Sanderson. “Dinheiro público alimenta cachês milionários, enquanto milhões de brasileiros vivem na miséria e lutam por dignidade. A prioridade tem de ser o povo, e não a elite cultural do Partido dos Trabalhadores (PT).”
Lei Rouanet como cabide de emprego
Na mesma linha, o deputado federal Rodrigo Valadares (União Brasil-SE) afirmou que a Lei Rouanet “virou cabide de emprego para aqueles que elogiam o governo”.


O parlamentar ainda disse que a distribuição do dinheiro público por meio da lei “é uma afronta à dignidade de quem disputa por comida”.
“Cadê a justiça social que Lula tanto promete?”, indagou Valadares. “Discurso vazio. Estamos cansados de ver os recursos do povo bancando a vida de luxo de artistas que fazem campanha política.”
O deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), por sua vez, afirmou que a Lei Rouanet “virou megafone ideológico bancado pelo pagador de impostos”.
Fonte: Revista Oeste



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