Avenida Goiás, no Centro de Goiânia. Foto: emersonjuniorgfigueiredo (CC BY-SA 2.0), via Wikimedia Commons
A Prefeitura de Goiânia apresentou nesta segunda-feira (28) o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027. A proposta prevê R$ 1,65 bilhão em investimentos, valor mais de 80% maior que o previsto na LOA de 2026 e equivalente a quase 14% de todo o orçamento municipal. O texto ainda precisa ser analisado e votado pela Câmara Municipal.
O prefeito Sandro Mabel (União Brasil) descreveu 2025 como um ano de ajuste fiscal e 2026 como de recuperação, e disse esperar que 2027 seja de transformação da cidade. Segundo a administração, entre janeiro e agosto deste ano foram investidos R$ 663,3 milhões, mais que o total aplicado em todo o ano passado.
Para onde vai o dinheiro
| Área | Previsão para 2027 |
|---|---|
| Saúde (18,5% do orçamento) | R$ 2,414 bilhões, sendo R$ 250 milhões em investimentos |
| Educação (alta de 6%) | R$ 2,412 bilhões, sendo R$ 400 milhões em investimentos |
| Infraestrutura | R$ 509 milhões, mais R$ 500 milhões em drenagem e asfalto |
| Subsídio ao transporte coletivo | R$ 317 milhões |
| Restauração viária e sinalização | R$ 152 milhões |
| Ciência e tecnologia (alta de 268%) | R$ 127,9 milhões |
| Programa social Goiânia + Humana | R$ 50,8 milhões |
| Segurança pública (alta de 280%) | R$ 13,5 milhões |
Entre os projetos anunciados estão a construção simultânea de 8 novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e 32 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), a reconstrução de 500 quilômetros de pavimento, obras de contenção de água nas bacias dos córregos Botafogo e Cascavel, novos corredores de ônibus e a estruturação da Guarda Civil Metropolitana, com veículos, equipamentos e um centro de comando.
Primeira previsão de IBS
A LOA de 2027 será a primeira de Goiânia a prever arrecadação com o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), criado pela reforma tributária. A estimativa inicial é de R$ 8 milhões, valor que o secretário da Fazenda, Oldair Marinho, classificou como simbólico, um primeiro teste do novo sistema.
O projeto reserva cerca de R$ 195 milhões para emendas impositivas dos vereadores, pouco mais de R$ 5,4 milhões para cada um, alta de cerca de 8%. O repasse à Câmara segue limitado a 4,5% da base prevista na Constituição, e o Executivo mantém autorização para remanejar até 23% do orçamento, como prevê a Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Ao justificar o aumento, Mabel voltou a atribuir as dificuldades do início da gestão a cerca de R$ 10 bilhões em dívidas e compromissos herdados, segundo ele, da administração anterior e da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg).
Com informações de: Jornal Opção



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