Rebanho Nelore em Campos Belos, no Nordeste goiano. Foto: Carlos Ebert (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons
A pecuarista Ana Amélia Avelar Ferreira Paulino, presidente do Sindicato Rural de Porangatu, no Norte de Goiás, foi escolhida pela revista Forbes Brasil como uma das 100 Mulheres Poderosas do Agro de 2026. A lista reconhece mulheres que se destacam na produção, na pesquisa, nos negócios e na liderança do agronegócio brasileiro.
Advogada de formação, Ana Amélia cresceu numa família de agropecuaristas e hoje administra a Fazenda Barra das Onças, onde mantém um rebanho de cerca de 3 mil bovinos da raça Nelore, além de criação de cavalos. Ela conta que a mãe teve papel importante na sua relação com a pecuária, principalmente no trabalho prático da fazenda.
“A menina que sonhava em ser fazendeira hoje está na Forbes! E continua sonhando… porque ainda tem muito chão pela frente!”, escreveu nas redes sociais ao comemorar a escolha.
Primeira mulher no comando do sindicato
Em 2024, Ana Amélia se tornou a primeira mulher a presidir o Sindicato Rural de Porangatu, em 58 anos de história da entidade. Antes, já havia sido a primeira mulher na diretoria. Ela também preside a Comissão de Equideocultura da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e disputa, no fim de outubro, a reeleição para comandar o sindicato até 2029.
A presença feminina na direção dessas entidades ainda é pequena no estado. Segundo dados citados pela Forbes, dos 121 sindicatos rurais de Goiás, apenas dez são presididos por mulheres, menos de um em cada doze.
Norte goiano, terra de boi
A trajetória da pecuarista está ligada à principal atividade econômica de Porangatu. O município tem cerca de 458 mil cabeças de gado, um dos maiores rebanhos de Goiás, atrás de Nova Crixás e São Miguel do Araguaia, de acordo com os números apresentados pela revista.
A lista da Forbes foi publicada pela primeira vez em 2021 e volta em 2026. Segundo a revista, a seleção considera três critérios: a capacidade de tomar decisões, os resultados alcançados e a influência exercida sobre outras pessoas e setores do agronegócio.
Para o Sudoeste goiano, onde a pecuária de corte divide espaço com soja e milho, a escolha também chama atenção para o papel das mulheres na gestão das propriedades e das entidades do setor, inclusive nos sindicatos rurais de Jataí e dos municípios vizinhos.
Com informações de: Mais Goiás



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