lessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, é acusado pela Polícia Federal de receber até R$ 250 mil mensais em propina para não fiscalizar entidades que promoviam descontos ilegais em aposentadorias. O relatório da Operação Sem Desconto, enviado ao STF em 14 de julho, indiciou 48 pessoas, incluindo Stefanutto e outros ex-dirigentes do INSS, por crimes como organização criminosa e corrupção.
O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto é acusado pela Polícia Federal (PF) de receber até R$ 250 mil por mês em propina para deixar de fiscalizar entidades suspeitas de promover descontos ilegais em aposentadorias e pensões.
A conclusão consta do primeiro relatório final da Operação Sem Desconto, encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que indiciou 48 pessoas por crimes como organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.
Com 256 páginas, o documento foi enviado nesta terça-feira, 14, ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF. Segundo a PF, Stefanutto teria se omitido deliberadamente diante das irregularidades praticadas por associações que descontavam valores de benefícios previdenciários sem autorização dos segurados.
A investigação afirma que parte da propina era paga pela Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), apontada como uma das principais entidades envolvidas no esquema. Conforme o relatório, os repasses ao então presidente do INSS teriam sido feitos por meio de empresas de fachada, entre elas uma pizzaria.
Os investigadores também informam ter encontrado planilhas com registros de pagamentos atribuídos à Conafer. De acordo com a PF, os valores anotados coincidem com transferências bancárias identificadas durante a apuração. A corporação sustenta que a entidade possuía estrutura organizada, divisão de funções e diferentes núcleos de atuação, características compatíveis com uma organização criminosa.
Além de Stefanutto, foram indiciados o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro Filho, o ex-diretor de Benefícios André Fidelis e o lobista Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Os quatro estão presos preventivamente desde o ano passado.
Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer, também foi indiciado pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro qualificada e reiterada e corrupção ativa majorada. Segundo a PF, ele é considerado foragido.
Fonte: Revista Oeste



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