Sede da Polícia Federal, em Brasília. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons
A Polícia Federal (PF) cumpriu na manhã desta quinta-feira (5) mandados de busca e apreensão em Goiânia e em outras cinco cidades do país contra um esquema suspeito de fraudar a concessão de benefícios sociais pagos com dinheiro público. A Operação Peregrinus Ingratus investiga o uso de documentos falsificados, de dados pessoais de outras pessoas e de cadastros com informações falsas para liberar pagamentos a quem não tinha direito.
Além da capital goiana, as diligências foram feitas em Rio Grande (RS), São Paulo, São José do Rio Preto e Guarulhos (SP) e Macaé (RJ). As medidas foram autorizadas pela Justiça, que também determinou outras medidas cautelares não detalhadas.
Como começou
Segundo a PF, a investigação nasceu da descoberta de pagamentos indevidos de benefícios em Santa Vitória do Palmar, no extremo sul do Rio Grande do Sul. Ao analisar as irregularidades, os investigadores encontraram indícios de que o grupo agia em várias regiões, inclusive em Goiás, e ligações entre as fraudes gaúchas e pessoas investigadas em outros estados.
O esquema, segundo a apuração, combinava três frentes: documentos adulterados, uso indevido de dados de terceiros e a criação de cadastros falsos. Com isso, pessoas que não preenchiam os requisitos legais passavam a receber os benefícios.
A PF não informou quantas pessoas são investigadas em Goiânia, quais endereços foram alvo das buscas, quais programas sociais foram atingidos nem o valor que teria sido desviado. Também não houve divulgação de nomes. Os policiais recolheram documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que serão analisados para aprofundar a investigação.
Fraudes em série
A operação se soma a outras investigações recentes sobre desvios em pagamentos federais, como a dos descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, que corre no Supremo Tribunal Federal sob relatoria do ministro André Mendonça. No caso desta quinta-feira, a PF não informou se algum servidor público é investigado.
Quem suspeitar de uso indevido do próprio nome ou CPF em cadastro de benefício social pode procurar o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do município ou registrar denúncia na plataforma Fala.BR, do governo federal.
Com informações de: Jornal Opção.



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