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PF leva a Fachin levantamento com menções a ministros do STF achadas em celulares do caso Master; inquéritos seguem parados

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Colunas brancas do edifício do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, com um prédio alto ao fundo

Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília. Imagem de arquivo. Foto: Agência Senado (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons

Segundo o Jornal Opção, o material cita, em graus diferentes, pelo menos seis dos dez ministros da Corte ou familiares deles. Ser citado não significa ser investigado, e cabe ao tribunal decidir os próximos passos.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, deve entregar nesta terça-feira (13) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, um levantamento das menções a integrantes da Corte encontradas na investigação do Banco Master. A reunião foi pedida pela PF em 1º de outubro, de acordo com o Jornal Opção.

O material saiu dos celulares de Daniel Vorcaro, dono do banco, e do cunhado dele, Fabiano Zettel. Segundo o jornal, há referências a pelo menos seis dos dez ministros do Supremo ou a parentes, além de integrantes do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Entre os nomes já tornados públicos estão o do ministro Alexandre de Moraes, o de um filho do ministro Kassio Nunes Marques, por uma possível contratação, e o de um filho do ministro Luiz Fux, que é advogado.

“Sem exceção de pessoa”

Fachin tinha formalizado o pedido em ofício de 2 de outubro, no qual diz ter “inequívoco interesse institucional” na apuração de “todo e qualquer fato relevante” e promete os “encaminhamentos devidos” quando receber os fatos por inteiro, “sem exceção de pessoa”. A citação em mensagens, registra o jornal, não quer dizer que os magistrados sejam investigados ou tenham cometido irregularidade.

Enquanto isso, os inquéritos do caso estão parados por requisição de Fachin ao relator, ministro André Mendonça. Relatórios específicos sobre cada ministro só serão feitos se o Supremo assim decidir.

A crise dentro do tribunal

O episódio expôs uma divisão rara na Corte. Em 1º de setembro, Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF com registros de contatos entre Moraes e Vorcaro. O plenário começou a julgar, no dia 15 daquele mês, o documento que aponta mensagens do ex-banqueiro a um interlocutor identificado como Moraes dias antes de sua prisão, em novembro de 2025. O julgamento foi suspenso por pedido de vista do ministro Flávio Dino e não tem data para voltar.

Moraes, por sua vez, pediu que a conduta de Mendonça seja investigada, com base em um relatório de inteligência da PF, alegando possível direcionamento das apurações e abuso de autoridade. Mendonça nega irregularidades. Fachin abriu um procedimento para ouvir os dois ministros, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF.

Não é a primeira vez

Em fevereiro, Fachin recebeu um levantamento de cerca de 200 páginas com dados do celular de Vorcaro que citavam o ministro Dias Toffoli. Depois da entrega, Toffoli deixou a relatoria do caso, que passou a Mendonça por sorteio.

O caso aumenta a pressão do Congresso sobre a Corte: como o Diário de Jataí mostrou na semana passada, nomes cotados para presidir o Senado defendem projetos que fixam prazo para a análise de pedidos de impeachment de ministros e mandato de oito anos no tribunal. A reportagem do Jornal Opção não traz manifestação dos ministros citados sobre o novo levantamento.

Com informações de: Jornal Opção.

AssuntosAlexandre de MoraesAndré MendonçaBanco MasterEdson FachinPolícia FederalSTF

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