O ex-assessor de assuntos internacionais do governo Bolsonaro, Filipe Martins, foi preso na manhã desta sexta-feira, 2, na casa dele, em Ponta Grossa (PR), e levado a um presídio da cidade. Três agentes da Polícia Federal cumpriram mandado de prisão preventiva, expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Martins estava em prisão domiciliar e usando tornozeleira eletrônica. A prisão preventiva foi decretada diante da suspeita de descumprimento de uma das medidas cautelares, que o proibia de acessar redes sociais.
De acordo com Moraes, o ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro teria realizado uma pesquisa na plataforma LinkedIn na última segunda-feira, 29. No momento da condução, contudo, os policiais não apresentaram explicações nem a Martins nem a seus advogados.
A defesa do ex-assessor presidencial negou a Alexandre de Moraes que o réu tenha utilizado o LinkedIn ou qualquer outra rede social depois da imposição das medidas cautelares. Segundo os advogados, não houve publicações, interações nem envio de mensagens.
De acordo com a manifestação, a conta atribuída a Martins está inativa desde abril de 2023, antes das restrições judiciais. A defesa também informou que, desde fevereiro de 2024, o controle de eventuais credenciais digitais ligadas ao nome do ex-assessor está sob responsabilidade exclusiva dos advogados, com finalidade técnica e de preservação de provas, sem atuação pública em nome do réu.
Filipe Martins não cumpre pena oficialmente
O ex-assessor foi condenado por participação no suposto plano de tentativa de golpe, sob a acusação de colaborar com a chamada “minuta do golpe”, o que ele nega. A pena ainda não começou a ser cumprida porque os recursos contra a sentença seguem pendentes de julgamento.
Fonte: Revista Oeste



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