O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, em foto de arquivo. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Um dia depois da derrota de Flávio Bolsonaro no segundo turno, o PL, partido do senador, reconheceu oficialmente a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas cobrou esclarecimentos sobre o que chamou de medidas “eleitoreiras” do governo, com “ampliação de gastos públicos” em benefícios sociais “às vésperas da votação”. O próprio Flávio, que no domingo disse que pediria a anulação da eleição, recuou e passou a concentrar a contestação em pedidos de cassação da chapa de Lula por abuso de poder político e econômico.
A nota do partido foi assinada pelo presidente nacional, Valdemar Costa Neto, nesta segunda-feira (26). Segundo a Agência Brasil, o texto não repete o argumento usado por Flávio na noite da eleição, a prorrogação do horário de votação. Para Valdemar, o aumento de gastos com programas sociais na reta final da campanha levanta questionamentos sobre “os efeitos dessas medidas em um processo eleitoral justo”. O partido diz que vai acompanhar os fatos e buscar “respostas com responsabilidade, transparência e respeito às instituições”.
"Foi o sistema que ganhou"
Em vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira, Flávio afirmou que vai pedir à Justiça Eleitoral a cassação da chapa de Lula e acusou o governo de usar a máquina pública e recursos públicos para favorecer a reeleição. “A lei tem que valer para todo mundo, a competição tem que ser justa e igual, o que não aconteceu. Não fui eu que perdi, foi o sistema que ganhou”, disse, segundo o Jornal Opção. Ele também prometeu reunir deputados e senadores para fazer do Congresso “a nossa fortaleza” contra o novo mandato do petista.
À noite, integrantes da campanha ouvidos sob reserva por veículos de imprensa, entre eles a CNN, informaram que não haverá pedido de anulação da votação, segundo o portal Pauta Diária. A estratégia passa a ser contestar supostas irregularidades da campanha de Lula, sem pôr em dúvida os votos registrados nas urnas. Interlocutores da equipe jurídica do senador disseram que já foram apresentados 20 pedidos de cassação envolvendo Lula e que outros devem ser protocolados nos próximos dias, depois de avaliação jurídica. Caberá à Justiça Eleitoral decidir se há provas para qualquer sanção.
O outro lado
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia desmentido, também na segunda-feira, outra acusação de Flávio, a de que fiscais do PL teriam sido expulsos da sala-cofre durante a apuração: segundo o tribunal, dois fiscais do partido acompanharam o teste de integridade das urnas e estiveram nas salas de totalização e dos partidos. Até a publicação, as fontes consultadas não traziam resposta da campanha de Lula ou do governo às acusações de abuso de poder. Lula teve 64,2 milhões de votos (51,7%), contra 59,8 milhões (48,2%) de Flávio.
Fonte: Agência Brasil. Com informações de: Jornal Opção, Pauta Diária e Agência Brasil (TSE)



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