Imagem ilustrativa: cartelas de medicamentos. Não são os produtos apreendidos em Goiânia. Foto: Pexels (CC0, domínio público), via Wikimedia Commons
Entre os produtos estavam emagrecedores, remédios de venda controlada e selos de fabricação adulterados. Três pessoas foram conduzidas. Polícia diz que fábricas ilegais têm aumentado.
A Polícia Militar apreendeu 1.056 caixas de medicamentos em um imóvel na Vila Mauá, em Goiânia, onde, segundo a corporação, funcionava uma estrutura de produção e manipulação irregular de remédios. A operação foi divulgada no domingo (11). Três pessoas foram conduzidas à delegacia.
De acordo com a PM, havia no local medicamentos emagrecedores, remédios de venda restrita, 14 produtos de fabricação clandestina, diversos selos adulterados e duas máquinas de cartão, sinal de que havia venda direta. A ação foi feita por equipes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Trindade, a partir de informações de inteligência compartilhadas pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) com o 16º Comando Regional da PM.
A polícia não divulgou os nomes dos conduzidos, e não há, na fonte consultada, manifestação da defesa. Cabe à Polícia Civil e à perícia confirmar a origem e a composição do que foi apreendido.
Por que isso é um problema de saúde
A PM afirma que a atuação de fábricas clandestinas tem aumentado no estado e que os produtos apreendidos “representavam riscos à saúde pública”. O perigo de um remédio sem controle é triplo: pode não ter o princípio ativo que promete, pode ter dose errada e pode estar contaminado. No caso dos emagrecedores, o risco cresce porque a procura disparou com a moda das “canetas” e muita gente compra pela internet, sem receita. Na semana passada, a Anvisa proibiu “canetas emagrecedoras” vendidas em dois sites, como mostrou o Diário de Jataí.
Como conferir antes de comprar
- Compre só em farmácia ou drogaria com alvará e farmacêutico responsável. Rede social, grupo de mensagem e entrega por motoboy de desconhecido não são canais de venda de remédio;
- Procure o número de registro na embalagem (a sigla MS ou “Reg. Anvisa” seguida de 13 dígitos) e confira na consulta de medicamentos do site da Anvisa (consultas.anvisa.gov.br);
- Olhe a caixa: lacre intacto, número do lote e validade impressos e iguais na caixa e na cartela, bula dentro, texto em português e sem erros;
- Raspe o selo: a tinta reativa da embalagem deve revelar a palavra “qualidade” e a marca do fabricante;
- Desconfie do preço muito abaixo do praticado nas farmácias e de promessa de resultado rápido;
- Remédio controlado exige receita. Quem vende sem pedir já está fora da lei.
Onde denunciar
Suspeitas de fabricação, manipulação ou venda ilegal de medicamentos podem ser comunicadas à Vigilância Sanitária do município, à Polícia Militar (190) ou à Polícia Civil (197). Segundo a PM, as denúncias da população estão entre as principais formas de localizar esse tipo de estrutura. Quem já tomou um produto de origem duvidosa e passou mal deve procurar atendimento e levar a embalagem.
Com informações de: Jornal Opção, com dados da Polícia Militar de Goiás.



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