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Polícia Civil indicia PM da reserva, o filho dele e um terceiro homem pela chacina que matou quatro em Formosa; dívida de agiotagem de R$ 250 mil teria motivado emboscada

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Rua asfaltada de Formosa com uma grande árvore de galhos secos no canteiro central, postes de energia e casas baixas nas laterais, sob céu azul

Rua de Formosa, no Entorno do Distrito Federal, com o pau-ferro que é símbolo da cidade. Imagem ilustrativa. Foto: charlen (CC BY-SA 3.0), via Wikimedia Commons

As vítimas foram atraídas a um endereço no bairro Parque Lago, em 12 de agosto, com a promessa de resolver a dívida e recuperar um carro. O inquérito foi enviado à Justiça com pedido para manter os três suspeitos presos.

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) concluiu o inquérito sobre a chacina que matou quatro homens no bairro Parque Lago, em Formosa, no Entorno do Distrito Federal, em 12 de agosto. Três suspeitos foram indiciados por homicídio, associação criminosa armada e posse ilegal de acessório de arma de uso restrito. Segundo a investigação, o crime teve relação com agiotagem e com uma dívida de R$ 250 mil.

Entre os indiciados está o policial militar da reserva Matusalém Silvério da Silva. Os outros dois são o filho dele e um homem apontado pela polícia como “irmão de consideração” do ex-militar. As vítimas foram identificadas como Gustavo Fernandes Graças, Gustavo Aurélio, André Ferreira e Luiz Antônio Rodrigues.

Como foi a emboscada

De acordo com a Polícia Civil, os quatro foram chamados ao local com a justificativa de acertar uma pendência financeira e recuperar um veículo que estava retido. Quando chegaram, foram surpreendidos e atingidos por vários disparos de arma de fogo, sem chance de reação. A dívida de R$ 250 mil, ligada a empréstimos de agiotagem, seria o centro do conflito.

Os investigadores também apontam indícios de que os três agiam em conjunto, com divisão de tarefas, em extorsões, ameaças e cobranças violentas em Formosa e em São João d’Aliança, também no Nordeste goiano.

Próximos passos

Com o fim da investigação, o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário, com pedido para que as prisões preventivas dos suspeitos sejam mantidas, para garantir a ordem pública e o andamento do processo. A PCGO também enviou ofício à Polícia Federal para que sejam tomadas providências administrativas sobre os registros de armas de fogo dos investigados.

O indiciamento encerra a fase policial e não equivale a condenação. Caberá ao Ministério Público decidir se denuncia os suspeitos, e a responsabilização depende do processo na Justiça. A reportagem não localizou a defesa dos indiciados; o espaço está aberto para manifestação.

Fonte: O Cerradão.

AssuntosAgiotagemChacinaEntorno do DFFormosaGoiásPolícia Civil de Goiás

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