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Preso há 41 anos no corredor da morte nos EUA é solto depois que exame de DNA não o liga ao crime

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Entrada de visitantes de um presídio, com prédio baixo cor de areia, torre de vigilância e cercas com arame farpado, sob céu azul

Entrada de visitantes da Prisão Estadual de Utah, em Draper (EUA). Foto: DR04 (domínio público), via Wikimedia Commons

Douglas Stewart Carter, de 71 anos, deixou a prisão nesta segunda-feira (28) no estado de Utah, nos Estados Unidos, depois de passar 41 anos no corredor da morte. Ele foi solto sob fiança por decisão do juiz Derek Pullan, enquanto aguarda um novo julgamento, marcado para 2027. A libertação veio depois de novos exames de DNA indicarem que o material genético encontrado nas provas do crime não é dele.

O crime de 1985

Carter foi condenado à morte pelo assassinato de Eva Olesen, morta a tiros e facadas dentro de casa, em Provo, em 27 de fevereiro de 1985. A vítima era tia do então chefe de polícia da cidade. Natural de Chicago, Carter morava com a mãe em Utah na época. Ele sempre disse ser inocente e afirmou ter sido coagido a assinar uma confissão.

Segundo a defesa, nenhuma prova material ligava Carter à cena do crime. A condenação se apoiou na confissão e no depoimento de duas testemunhas, que disseram tê-lo ouvido se gabar do assassinato. Os advogados sustentam ainda que testemunhas viram um homem branco fugindo da casa e que um investigador escondeu indícios que apontavam para outros suspeitos, entre eles o marido da vítima.

Testemunhas voltaram atrás

A reviravolta começou em 2011, quando as duas testemunhas de acusação foram localizadas no México. Elas contaram que foram orientadas a mentir no julgamento, que receberam dinheiro e presentes de policiais e que foram ameaçadas de deportação, junto com um filho, caso não incriminassem Carter. No ano passado, a Suprema Corte de Utah anulou a condenação e mandou fazer um novo julgamento, citando conduta imprópria dos investigadores. Foi essa decisão que abriu caminho para os novos exames.

Os testes mostraram que o sangue encontrado em uma maçaneta e o material genético do cabo da faca usada no crime não pertencem a Carter. Na semana passada, os promotores do condado de Utah desistiram de pedir novamente a pena de morte. Eles não informaram se vão usar o DNA encontrado para procurar outros suspeitos.

Condições da soltura

O juiz afirmou que os resultados enfraquecem ainda mais a acusação, mas ressaltou que um júri ainda pode concluir, com base nas demais provas, que Carter é o autor do crime. Enquanto isso, ele vai usar tornozeleira eletrônica, não pode ter contato com a família da vítima e deve morar perto da família do filho, que foi adotado ainda bebê e só anos depois soube que o pai estava condenado à morte.

Com informações de: Mais Goiás

AssuntosEstados UnidosJustiçaPena de morte

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