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Quase R$ 4 milhões saem das contas da Prefeitura de Mozarlândia em transferências que o município diz não ter feito; Polícia Civil investiga ataque hacker

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Fim de tarde em Mozarlândia, com a silhueta da torre da Igreja Matriz e de construções baixas sob céu alaranjado

Entardecer em Mozarlândia, com a Igreja Matriz ao fundo. Foto: Izabelacs (CC BY-SA 3.0), via Wikimedia Commons

A Prefeitura de Mozarlândia, no Norte de Goiás, informou que quase R$ 4 milhões saíram de suas contas bancárias em transferências que a administração afirma não ter autorizado. A suspeita é de invasão do sistema por um hacker. A Polícia Civil abriu investigação, e o Banco do Brasil bloqueou parte do dinheiro.

Segundo a prefeitura, a equipe percebeu o problema ao identificar movimentações que não tinham sido feitas pelo município. O banco foi acionado e informou ter travado uma parcela dos valores, o que deve permitir a recuperação de ao menos parte do prejuízo. Até agora, não foi divulgado quanto foi bloqueado, para quais contas o dinheiro foi enviado nem como os criminosos tiveram acesso aos sistemas.

Além do boletim de ocorrência, a administração comunicou o caso ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) e à Câmara Municipal. A Polícia Civil tenta rastrear o caminho do dinheiro e identificar quem recebeu as transferências.

Prefeituras goianas na mira

Mozarlândia não é o primeiro município goiano alvo de ataque digital neste ano. Em julho, o site oficial da Prefeitura de Morrinhos foi invadido e teve a página alterada com mensagens atribuídas a hackers. Levantamento do portal Mais Goiás na época identificou invasões também nos sites das prefeituras de Turvelândia, São Simão, Santa Rita do Araguaia, Aruanã, Barro Alto, Aurilândia, Palmeiras de Goiás, Planaltina e Perolândia. Em Caldas Novas, portais de secretarias chegaram a sair do ar. Esses casos também são investigados pela Polícia Civil.

Diferentemente das invasões de sites, que mudam a página e assustam, o caso de Mozarlândia envolve dinheiro público. Especialistas em segurança costumam recomendar a órgãos públicos autenticação em dois fatores no acesso aos bancos, limites e dupla aprovação para transferências, computadores exclusivos para operações financeiras e treinamento dos servidores contra mensagens falsas, a porta de entrada mais comum desse tipo de golpe.

Com informações de: Mais Goiás

AssuntosCrime cibernéticoGoiásHackerMozarlândiaPolícia CivilPrefeitura

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