Sede da Assembleia Legislativa de Goiás, em Goiânia. Foto: Emerson Júnior Gonçalves da Silva Figueiredo (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons
O relator do Orçamento de Goiás para 2027 na Assembleia Legislativa, deputado Wagner Camargo Neto (Solidariedade), reconheceu que o dinheiro previsto para obras de infraestrutura no próximo ano caiu, por causa do fim da arrecadação do Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra). Ao mesmo tempo, a Previdência dos servidores aparece como a maior despesa do Estado, estimada em R$ 11 bilhões.
“Na verdade, nós tivemos uma diminuição na infraestrutura pela falta do Fundeinfra. É algo que tem um recurso remanescente, mas, como o Estado cortou a taxa, o Poder Executivo revogou essa lei. Então, hoje nós temos uma diminuição representativa”, disse o relator em entrevista ao Jornal Opção. O Fundeinfra era abastecido por uma contribuição cobrada do agronegócio, alvo de críticas de produtores rurais, e foi extinto pelo governo estadual.
Na audiência pública sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA), a Secretaria de Estado da Economia apresentou cerca de R$ 4,2 bilhões em investimentos em infraestrutura em 2027, somando diferentes fontes e fundos. A diferença de critérios entre esse número e a avaliação do relator deve ser discutida na análise do projeto.
Previdência pesa cada vez mais
Segundo o relator, o gasto com aposentadorias e pensões só cresce. “Ano após ano, isso só vem aumentando dentro do orçamento do Estado, porque só os servidores efetivos, descontando a parte previdenciária, não são suficientes”, afirmou. Para cobrir o déficit do regime próprio em 2027, o Tesouro estadual terá de aportar R$ 6,76 bilhões, de acordo com a proposta. Deputados cobram mudanças na contribuição previdenciária de servidores aposentados.
Na saúde e na educação, Wagner afirma que os pisos constitucionais garantem os mesmos patamares: a educação fica com 25% da receita corrente líquida. Sobre a Universidade Estadual de Goiás (UEG), cuja possível perda de recursos é criticada pela oposição, ele disse que ainda não aprofundou a análise, mas que acredita que “não terá uma diminuição como está sendo pregada”.
O líder do governo na Assembleia, Talles Barreto (União Brasil), contestou a ideia de cortes. “Praticamente corte nenhum. Ela é muito igual à de 2026”, disse ao Jornal Opção. O relator pretende fazer audiências públicas no interior antes de fechar o parecer, e os deputados ainda podem apresentar emendas.
Com informações de: Jornal Opção.



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