Toffoli determinou que os diretores do Banco Master prestem novos depoimentos já na próxima semana | Foto: Divulgação/STF
Críticas indicam blindagem no inquérito e relações cruzadas entre investigados e o ministro
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que quer manter o controle das investigações contra o Banco Master. O portal UOL divulgou as informações nesta sexta-feira, 23.
A interlocutores, o ministro informou que vai “conduzir regularmente, com tranquilidade” e “apanhar o que tiver que apanhar” para continuar à frente do caso. “Não vou abrir mão.”
A declaração ocorre depois de a Procuradoria-Geral da República (PGR) recusar o pedido de afastamento apresentado por parlamentares da oposição.
As contestações começaram desde que Toffoli impôs sigilo ao caso. Em seguida, ganharam força com a revelação da viagem de jatinho ao lado de um dos advogados envolvidos e se intensificaram depois da divulgação de negócios privados que envolvem familiares do ministro e um fundo ligado ao Master.
Os deputados Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Carolina De Toni (PL-SC) foram os autores da representação.
“Todos os requerimentos formulados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal foram integralmente deferidos”, afirmou em nota publicada depois da decisão da PGR. “Em razão disso, todas as medidas investigativas foram autorizadas pelo relator, e as apurações encontram-se atualmente sob a custódia da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, responsáveis pela análise do material e pela instrução dos procedimentos.”
Aos integrantes da própria Corte que demonstraram desconforto, Toffoli fez um lembrete direto: episódios de viagens em jatos de empresários não são inéditos no tribunal. Sem citar nomes, informou que sua situação não difere de outras já conhecidas dentro do STF.
Toffoli manda ouvir diretores do Master e tenta conter ruído com a PF
Toffoli determinou que os diretores do Banco Master prestem novos depoimentos já na próxima semana. Ele também planeja uma segunda conversa reservada com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.
O encontro visa a esclarecer ruídos que surgiram entre o STF e a PF — inclusive em decisões recentes tomadas por Toffoli durante a segunda fase da Operação Compliance Zero.
Fonte: Revista Oeste



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