Rio Meia Ponte em Goiânia, visto da ponte da Avenida Perimetral Norte, em 2011. Foto: Túllio F. (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons
Portaria da Semad mudou a classificação depois de três dias com média de vazão acima de 5.500 litros por segundo. Cimehgo avisa que, sem chuva regular, o rio volta a cair. Em 2025, nesta época, a vazão era de cerca de 3 mil litros por segundo.
O Rio Meia Ponte, que abastece cerca de um terço de Goiânia, deixou o nível crítico 1 e passou para o nível de alerta no ponto de monitoramento acima da captação de água da capital. A mudança foi feita pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), na Portaria nº 249, de 13 de outubro, publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (14).
Segundo a portaria, a vazão medida em 9 de outubro foi de 6.570 litros por segundo, e a média móvel de sete dias ficou acima de 5.500 litros por segundo por três dias seguidos, limite que separa o nível crítico do alerta. Em nota, a Semad explicou que a situação do rio melhorou e que o Meia Ponte se afastou de um cenário de risco.
Melhora ainda instável
O gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), André Amorim, disse ao Jornal Opção que a vazão diária mais recente que ele citou foi de 4.283 litros por segundo e que a média móvel estava perto de 5 mil. Ele esperava nova alta com as chuvas de quarta-feira, mas alertou que, enquanto o período chuvoso não se firmar, o rio vai oscilar. “Basta a chuva dar uma paradinha, ele começa a cair um pouco”, afirmou. Ainda assim, segundo ele, o cenário é melhor que o de 2025, quando a vazão na mesma época estava em cerca de 3 mil litros por segundo.
Os níveis do Meia Ponte
- Atenção: vazão de até 12 mil litros por segundo;
- Alerta: até 9 mil litros por segundo (situação atual);
- Crítico 1: até 5.500 litros por segundo;
- Crítico 2, 3 e 4: até 4 mil, 3 mil e 2 mil litros por segundo.
No nível de alerta, as regras do Comitê da Bacia do Meia Ponte preveem campanhas de uso racional da água, reuniões com usuários, prefeituras e produtores rurais e ações de fiscalização. A Semad disse que essas medidas já estão em andamento.
A Saneago informou que o abastecimento de Goiânia segue normal e que não é preciso reduzir a captação no Meia Ponte. Hoje, 64% da capital recebe água do Ribeirão João Leite, cuja barragem está com 83% da capacidade, e 36% do Meia Ponte. Os dois sistemas são interligados, o que permite reforçar o Meia Ponte com água do João Leite, se necessário. A companhia pede consumo consciente até a regularização das chuvas.
Com informações de: Jornal Opção.



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