O Planalto avalia que a aplicação da sanção extrapola limites aceitáveis no campo diplomático | Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF/Flickr
Na Avenida Paulista, manifestantes se reuniram para pedir o afastamento do magistrado
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) formalizou nesta quarta-feira, 23, mais um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação eleva para 29 o total de requerimentos apresentados desde 2021.
Esta é a sexta investida contra o magistrado somente em 2025. A anterior havia sido protocolada em janeiro. O novo pedido surge em meio à crise diplomática com os Estados Unidos e ao avanço da insatisfação parlamentar com que os oposicionistas classificam como “ativismo judicial”.
A decisão de Flávio veio logo depois de o STF impor novas restrições ao ex-presidente Jair Bolsonaro. As medidas incluem tornozeleira eletrônica, silêncio forçado em redes sociais e até a proibição de manter contato com o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Dessa forma, a oposição reagiu com uma ofensiva coordenada nos últimos dias. Aliados do ex-presidente acusam Moraes de conduzir uma perseguição judicial, com motivações políticas, que visa a afastar Bolsonaro do debate público.
Apesar do acúmulo de denúncias e requerimentos, nenhum dos pedidos prosperou no Senado. A prerrogativa de dar andamento aos processos cabe ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que assumiu o cargo em 1º de fevereiro.
Parlamentares da oposição têm cobrado publicamente um posicionamento de Alcolumbre. Até o momento, o senador do Amapá mantém silêncio sobre os documentos que questionam a conduta de Moraes.
Manifestantes vão às ruas contra Moraes e a “ditadura da toga”
Ainda nesta quarta-feira, manifestantes se reuniram em frente ao Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista, para pedir o impeachment de Moraes e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A ação serviu como prévia de uma série de protestos marcada para 3 de agosto. Pelas redes sociais, aliados de Bolsonaro e dissidentes do atual governo organizam atos contra o que chamam de “ditadura da toga” e a gestão petista.
Fonte: Revista Oeste



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