Restaurante no Rio de Janeiro. Os serviços prestados às famílias, como alimentação fora de casa, foram o único segmento a crescer no país em agosto. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O volume de serviços no estado recuou 0,5% de julho para agosto, depois de quedas de 0,6% em junho e de 2,4% em julho. No ano, Goiás acumula baixa de 1,8%, enquanto o país cresce 1,7%.
O setor de serviços de Goiás encolheu pelo terceiro mês seguido. Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de serviços no estado caiu 0,5% em agosto na comparação com julho, já descontados os efeitos sazonais. Em junho, a queda tinha sido de 0,6% e, em julho, de 2,4%.
Na comparação com agosto de 2025, o recuo em Goiás chega a 4,5%, o sexto pior resultado entre as 27 unidades da federação. Ficaram atrás apenas Tocantins (-21,2%), Mato Grosso (-8,3%), Ceará (-8,0%), Mato Grosso do Sul (-6,9%) e Piauí (-6,4%). Na outra ponta, Acre (16,2%), Distrito Federal (9,0%) e Amapá (8,4%) tiveram as maiores altas.
Goiás na contramão
O desempenho goiano destoa da média nacional. De janeiro a agosto, o volume de serviços no estado acumula queda de 1,8%, enquanto o país registra alta de 1,7%. Em 12 meses, Goiás passou para o negativo, com baixa de 0,7%, contra crescimento de 2,2% no Brasil.
| Indicador (agosto de 2026) | Goiás | Brasil |
|---|---|---|
| Variação sobre julho | -0,5% | -0,1% |
| Variação sobre agosto de 2025 | -4,5% | 0,6% |
| Acumulado no ano | -1,8% | 1,7% |
| Acumulado em 12 meses | -0,7% | 2,2% |
No país, só serviços às famílias cresceram
No Brasil, o setor ficou praticamente estável, com variação de -0,1% de julho para agosto, depois de estabilidade em julho e alta de 0,1% em junho. Com o resultado, os serviços estão 19,9% acima do nível de fevereiro de 2020, antes da pandemia, e 0,3% abaixo do recorde da série, registrado em outubro de 2025.
Dos cinco grandes segmentos, só os serviços prestados às famílias, que incluem restaurantes, hotéis e atividades de lazer, cresceram em agosto (2,1%). Informação e comunicação ficaram estáveis, e caíram os outros serviços (-1%), os transportes (-0,2%) e os serviços profissionais e administrativos (-0,2%). O índice de atividades turísticas subiu 2,5% no mês.
A PMS acompanha a receita das empresas de serviços não financeiros, como transporte, comunicação, serviços às empresas e às famílias. Não entram o comércio, a administração pública nem os serviços financeiros.
Fonte: IBGE, Pesquisa Mensal de Serviços (Sidra, tabela 5906) e Agência Brasil.



Goiás chega a 2,71 milhões de inadimplentes, que devem R$ 19,9 bilhões, e lojistas entram na Black Friday com cautela; no país, superendividados crescem 75% em cinco anos28/10/2026
Carros elétricos “somem” no Entorno do DF: oito cidades goianas com 1,2 milhão de moradores têm só 57 registrados desde 2022, e Goiás suspeita de emplacamento em Brasília para fugir do IPVA27/10/2026
Goiás assina acordos em Macau para levar tecnologia chinesa aos laboratórios de Anápolis e abrir a China a pequenas empresas goianas; negociações seguem em Shenzhen a partir desta segunda26/10/2026
Prévia da inflação cai para 0,32% no país, mas Goiânia tem a maior alta em 12 meses entre as capitais pesquisadas: 5,38%; tomate sobe 32,6% na capital goiana23/10/2026
Conta de luz da Equatorial fica 7,36% mais cara para as casas de Goiás a partir desta quinta; veja quanto sobe uma fatura de R$ 150, R$ 200 e R$ 30022/10/2026
Orçamento de Goiás para 2027 prevê R$ 53 bilhões e começa a tramitar na Alego; cada deputado deve ter cerca de R$ 14 milhões em emendas21/10/2026