Servidores da saúde ameaçam greve em Goiânia: ‘cansados de promessas vazias’ (Foto: SindSaúde)
Indicativo de greve dos servidores da saúde será votado em assembleia a se realizar no dia 20 de janeiro, na Câmara Municipal de Goiânia
Na esteira dos médicos credenciados na prefeitura de Goiânia, que paralisaram os atendimentos no dia 13 de janeiro, o Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde de Goiás (SindSaúde) também ameaça declarar greve na capital.
A entidade anunciou que vai promover uma assembleia na próxima terça-feira (20), na Câmara Municipal de Goiânia, com objetivo de analisar um indicativo de greve. Em uma publicação das redes sociais, o sindicato afirma que a mobilização visa exigir “respeito, direitos e valorização de quem cuida da população”.
“Os trabalhadores da saúde de Goiânia estão cansados de promessas vazias, salários defasados e condições precárias de trabalho. Enquanto a gestão vira as costas, somos nós que seguramos o SUS de pé todos os dias”, afirma o SindSaúde.
A pauta que será discutida na assembleia inclui: progressão no plano de carreira, inclusão de agentes comunitários de saúde (ACS), agentes de combate a endemias (ACE) e servidores administrativo no plano de carreira; pagamento e reajuste do vale-alimentação; mais segurança nas unidades de saúde; realização de concurso público; melhoria nas condições de trabalho e de atendimento do SUS; pagamento de retroativos do quinquênio; e pagamento em dia dos trabalhadores credenciados.
E os médicos?
Os médicos credenciados à prefeitura de Goiânia deram início a uma paralisação no dia 13 de janeiro de 2025. O foco da insatisfação é o edital de chamamento 03/2026, voltado para médicos que querem atuar no SUS em Goiânia. Em síntese, esse edital reduz em até 35% os honorários pagos aos médicos e cria a previsão de responsabilização civil e criminal desses profissionais se houver qualquer problema nos atendimentos – o que, segundo alegam, é causado sobretudo pela falta de investimento da prefeitura na rede primária.
Representantes do Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego) participaram, no dia 14 de janeiro, de uma reunião com o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, com o promotor Astúlio Gonçalves Souza e outros técnicos da prefeitura na sede do MP. O promotor sugeriu o fim imediato da paralisação e o estabelecimento de uma mesa de negociação permanente, mas os médicos dizem que só vão descruzar os braços quando forem ouvidos no que reivindicam.
Fonte: Mais Goiás



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