Bandeira do município de Formosa, no Entorno do Distrito Federal. Imagem: Samuel Lucas (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons
Servidores municipais de Formosa, no Entorno do Distrito Federal, fizeram na sexta-feira (9) uma manifestação para cobrar salários atrasados e pedir que a Câmara investigue a gestão da prefeita Simone Ribeiro (União Brasil). O protesto passou pela Praça Rui Barbosa, pela sede da Prefeitura e terminou na Câmara Municipal, onde a categoria se reuniu com vereadores e com o Sindicato dos Funcionários Públicos da Prefeitura (Sinprefor).
Segundo o sindicato, os atrasos se repetem desde junho, e a folha de setembro continuava sem pagamento e sem data. O vereador Professor Valdson José da Silva falou em cerca de 4 mil servidores atingidos, com reflexo no comércio da cidade. “O salário é o sustento dessas famílias”, disse a vereadora Professora Nilza Cristina, ao relatar que há trabalhadores com dificuldade para comprar comida e pagar contas.
Pedido de CPI
Na reunião, os servidores recolheram assinaturas para um documento que pede a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O vice-presidente da Câmara, subtenente Clésio, disse que receberia o pedido e daria encaminhamento, mas lembrou que o pagamento depende do Executivo, que até então não havia apresentado previsão. De acordo com o Jornal Opção, o pedido foi protocolado e aceito pela presidência da Casa no mesmo dia, e a possível abertura da comissão deve entrar na pauta de terça-feira (13). O vereador Marquim Araújo (MDB) afirmou ao jornal que os 14 parlamentares são favoráveis à investigação.
Antes de chegar à Câmara, os manifestantes estiveram na Prefeitura, onde, segundo o relato do portal O Cerradão, houve momentos de tensão nas conversas com representantes da administração. O sindicato também cobra explicações sobre um levantamento aberto pela Controladoria-Geral do Município a respeito de servidores em estágio probatório que recebem gratificações. O documento não fala em exonerações.
O que diz a Prefeitura
Ao Jornal Opção, o assessor da prefeita Nilton Eduardo afirmou que Simone Ribeiro é favorável à CPI, desde que conduzida de forma técnica, e que a vê como oportunidade de mostrar as contas. Segundo ele, a crise vem de antes da atual gestão: o município teria um déficit atuarial de R$ 1,4 bilhão na previdência própria, cerca de R$ 250 milhões em dívida fundada e teria começado o mandato com R$ 32 milhões de insuficiência de caixa. Ainda de acordo com o assessor, a Prefeitura arrecada perto de R$ 40 milhões por mês e a folha, com encargos, consome de R$ 32 milhões a R$ 35 milhões, e parte da receita tem destino obrigatório.
A abertura de uma CPI, se confirmada, não significa comprovação de irregularidade. Na Justiça, o Ministério Público de Goiás já pede que o município seja obrigado a quitar a folha de setembro, como o Diário de Jataí mostrou na quinta-feira (8).
Fonte: O Cerradão. Com informações de: Jornal Opção.



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