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Sumiço de carga apreendida leva a esquema de R$ 3 milhões em Goiás; seis são condenados a penas que somam mais de 79 anos por desviar mercadorias e simular roubos

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Muro branco com a inscrição em letras pretas Delegacia Regional de Goiânia, ao lado de uma calçada com carros estacionados

Imagem ilustrativa: muro da Delegacia Regional de Polícia de Goiânia. Foto: Fronteira (CC0, domínio público), via Wikimedia Commons

O desaparecimento de uma carga de ferro, vergalhões e madeira que estava apreendida por ordem judicial levou a Polícia Civil de Goiás a um esquema de desvio de mercadorias e fraude contra seguradoras com prejuízo de mais de R$ 3 milhões. A Justiça condenou seis pessoas, com penas que, somadas, passam de 79 anos de prisão.

Como o caso começou

A Justiça pediu à polícia informações sobre a carga, que deveria estar guardada por uma pessoa nomeada como depositária. Os investigadores não encontraram o material e descobriram sinais de que outras cargas também estavam sendo desviadas. A apuração ficou com a Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (Decar), na Operação Depositário Infiel.

Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), o grupo negociava produtos desviados, como alimentos de marcas conhecidas, óleo de soja e etanol, e usava documentos falsos para dar aparência legal às vendas. Em alguns casos, motoristas ajudavam a retirar a mercadoria e depois registravam boletim de ocorrência como se tivessem sido roubados, para tentar receber das seguradoras.

As penas

Apontado como líder, José Leonardo Ferreira Borges recebeu a maior pena: 29 anos, 8 meses e 5 dias de prisão. Outro integrante foi condenado a 22 anos e 8 meses, e os demais a penas de 11 anos e 10 meses, 8 anos e 5 meses e 4 anos e 11 meses. Um sexto réu teve pena de 1 ano e 9 meses, trocada por medidas restritivas de direitos. Cinco condenados terão ainda de pagar, juntos, R$ 1 milhão por danos morais coletivos. Duas pessoas da família do líder chegaram a ser presas, mas não foram condenadas.

As investigações também apontaram suspeita de participação de policiais civis de diferentes estados na criação de registros falsos. A possível participação de agentes e de um delegado da própria unidade que investigou o caso continua sendo apurada; em apuração anterior do MPGO, um delegado, um escrivão e um agente chegaram a ser afastados por decisão judicial. A operação já havia tido uma segunda fase em julho de 2025, com 24 mandados de prisão e bloqueio de R$ 65 milhões em bens.

O Diário de Jataí não localizou manifestação das defesas dos condenados. Ainda cabe recurso.

Com informações de: Mais Goiás e Jornal Opção.

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