Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ministros com relação direta com o Master | Foto: Reprodução/X
Alfredo Gaspar disse que ‘o Brasil não aguenta mais esse tráfico de influência’
O deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI do INSS, comentou as recentes revelações sobre troca de mensagens entre o ministro Dias Toffoli, relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), e Daniel Vorcaro, dono da instituição bancária.
Além disso, o celular do banqueiro, periciado pela Polícia Federal, mostra pagamentos do Master a Toffoli — admitidos pelo ministro. Ele disse que se referem à venda do Tayayá Resort, de sua família, a fundo ligado a Master.
Para Alfredo Gaspar, “essa relação não institucional está devidamente explicada no pedido de suspeição” feito pelo PF ao presidente do STF, Edson Fachin. O pedido foi formulado depois que os agentes encontraram as mensagens que comprometem Toffoli.
Até agora, Dias Toffoli tem se recusado a deixar a relatoria do caso. Ele tem sido criticado por medidas adotadas no caso, como a decretação de sigilo absoluto. Gaspar lembrou que o ministro impediu a CPMI do INSS de acessar as provas do caso. “É um absurdo que o ministro Dias Toffoli não tenha permitido o acesso da CPI aos dados telemáticos do senhor Vorcaro, o presidente do Banco Master”, declarou.
Toffoli até mesmo impediu que as provas recolhidas na segunda fase da operação sobre o Master — quando o celular de Vorcaro foi apreendido — fossem levadas para a PF. Mandou a Procuradoria-Geral da República (PGR), comandada por Paulo Gonet, ficar com o material e escolheu os peritos da PF que participariam da análise do material.
Gonet, mesmo com os fortes indícios, revelados pela imprensa, de que Toffoli tinha relação com Vorcaro por meio do Tayayá, não pediu a suspeição do ministro. Ele arquivou pedidos com esse teor.
“Mais ministro envolvido”, diz Gaspar

No vídeo no qual comentou a relação de Toffoli com o Master, Alfredo Gaspar também disse que “tem mais ministro envolvido”. “O Brasil não aguenta mais esse tráfico de influência e tem mais ministro envolvido”, declarou, sem citar nomes. “Nós precisamos esclarecer os fatos e passar os poderes constituídos a limpo.”
Outro nome de ministro relacionado ao Master é o de Alexandre de Moraes, cuja mulher, Viviane Barci de Moraes, tem um contrato de prestação de serviços com o banco de Vorcaro no valor de R$ 129 milhões, valor considerado inexistente na advocacia brasileira. Além disso, há apenas duas ações judiciais nas quais Viviane atuou para o Master.
Paralelamente a isso, Moraes teria se reunido com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar sobre a liquidação do banco cliente de sua mulher. O portal Metrópoles afirmou que o ministro visitou a mansão de Vorcaro em Brasília ao menos duas vezes. A suspeita é de que Moraes atuou como lobista, e os pagamentos foram feitos ao escritório de advocacia da família.
Fonte: Revista Oeste



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