Paisagem do condado de Nagqu, no Tibete, região do terremoto. Foto: Luo Shaoyang (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons
Um terremoto de magnitude 7 atingiu a região de Nagqu, no norte do Tibete, sudoeste da China, às 22h33 de quinta-feira no horário local (11h33 em Brasília). Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, que cita as autoridades de emergência de Nagqu, ao menos 16 pessoas morreram e 32 ficaram feridas, 11 delas em estado grave.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou o tremor com magnitude 7, cerca de 190 quilômetros a leste-nordeste da cidade de Nagqu, a uma profundidade de aproximadamente 18 quilômetros. O Centro de Redes Sísmicas da China (Cenc) calculou profundidade de 10 quilômetros e informou que a altitude média num raio de 5 quilômetros do epicentro é de 4.864 metros. É o terremoto mais forte na China desde janeiro de 2024, de acordo com a imprensa chinesa.
Alerta laranja
O sistema de alertas do USGS, que estima o impacto de cada terremoto com base na intensidade do tremor e na população exposta, classificou o evento em nível laranja para perdas econômicas e vítimas, o segundo mais alto da escala. A região do epicentro é pouco povoada e de grande altitude, formada sobretudo por pastagens. O epicentro fica a cerca de 400 quilômetros de Lhasa, a capital tibetana.
A emissora estatal chinesa informou que casas das vilas mais próximas do epicentro tiveram rachaduras e que equipes de bombeiros e de resgate foram enviadas à área. Vídeos divulgados pela mídia local mostraram moradores saindo de casa no meio da noite e se abrigando ao ar livre ou dentro de carros. Tremores secundários de magnitudes 3 e 4 foram registrados nas horas seguintes.
Histórico
O planalto tibetano é uma das regiões de maior atividade sísmica do mundo, por causa do choque entre as placas tectônicas da Índia e da Eurásia. Em janeiro de 2025, um terremoto de magnitude 7,1 no condado de Dingri, também no Tibete, deixou mais de 120 mortos. Em 2010, um tremor de magnitude 7,1 em Yushu, na província vizinha de Qinghai, matou cerca de 2,7 mil pessoas.
Com informações de: Serviço Geológico dos EUA (USGS) e agência Xinhua



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