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Tomate chega a R$ 15 o quilo nas feiras de Goiás; chuva derruba produção em outros estados, e caminhões levam o tomate goiano para o Sul e Sudeste

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Caixas de madeira de tomates empilhadas, com rótulos impressos em vermelho e preto

Caixas de tomate em cooperativa de produtores, em foto histórica (imagem ilustrativa). Foto: Jack Delano/Biblioteca do Congresso dos EUA/Domínio público, via Wikimedia Commons

O preço do tomate disparou em Goiás e já chega a R$ 15 o quilo em feiras livres. Segundo produtores e comerciantes, a alta vem da procura de compradores de outros estados, onde as chuvas prejudicaram as lavouras. Em Goiânia, o produto acumula alta de 93,61% no ano.

Um feirante com mais de 20 anos no ramo contou à TV Record que a caixa de tomate passou de R$ 180 para até R$ 230 em poucos dias. “A cada dia está subindo R$ 20, R$ 30 na caixa do tomate”, disse. Ele ainda vendia o quilo a R$ 7,50 em uma das modalidades da banca, mas avisou que não conseguiria segurar o preço por muito tempo.

Tomate goiano vai para fora

Um produtor que cultiva tomate há mais de 40 anos e tem box na Ceasa de Anápolis explicou que compradores de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estão buscando o produto em Goiás toda semana, com muitos caminhões, porque as chuvas derrubaram a oferta nessas regiões. Goiás é um dos maiores produtores de tomate do país, tanto para mesa quanto para a indústria.

Na Ceasa de Anápolis, a caixa de 22 quilos do tomate longa vida chegou a R$ 200, e a do saladete, a R$ 250. Na Ceasa de Goiânia, a cotação de 27 de outubro era de R$ 190 a R$ 210 para o longa vida de primeira e de R$ 230 a R$ 250 para o saladete.

Como economizar

  • Comparar preços entre feira, sacolão e supermercado: a variação costuma ser grande em período de alta;
  • Comprar só o necessário para poucos dias e preferir tomates menos maduros, que duram mais;
  • Substituir parte do tomate na salada por outros legumes da estação;
  • Para molho, o extrato ou a polpa industrializados podem sair mais em conta enquanto o preço in natura estiver alto.

Consumidores relatam que a alta não se limita ao tomate e que os preços dos alimentos sobem a cada semana. Em Jataí, a última pesquisa da cesta básica do Procon Municipal foi divulgada em setembro.

Com informações de: Mais Goiás

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