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Transparência Internacional cobra da PGR investigação sobre relação de Moraes com Master

Atualizada em 1 de abril de 2026, 13h473 min de leitura

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Alexandre de Moraes e Viviane Barci em solenidade no TSE | Foto: Isac Nóbrega/PR

ONG que atua no combate à corrupção fez uma postagem sobre a falta de reação da Procuradoria-Geral da República diante das denúncias que envolvem o ministro do STF

A ONG Transparência Internacional, que atua no combate à corrupção, cobrou da Procuradoria Geral da República (PGR) uma reação sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o Banco Master.

A instituição bancária, liquidada pelo Banco Central em novembro, é o centro de um escândalo de corrupção que envolve um rombo bilionário e nomes da ocupantes de cargos de alta hierarquia na política brasileira. Um deles é Moraes.

A mais recente revelação é que ele e sua mulher, a advogada Viviane Barci, voaram ao menos oito vezes em aeronaves ligadas ao Master. A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo, que obteve documentos com a confirmação dos voos e dos passageiros. Em nota, Moraes negou.

Em postagem no X, a Transparência Internacional citou esse e outros casos que ligam Moraes ao Master e cobrou uma a PGR por uma investigação. “A imprensa investigou que a esposa de Moraes tinha contrato com o Master com valor muito acima de mercado, que teve aumento patrimonial de 232% em um ano, que Moraes frequentou a casa de Vorcaro, que trocava mensagens com Vorcaro inclusive no dia da prisão, que teve reuniões com o presidente do BC, que a família Moraes voava em aviões de Vorcaro”, escreveu a ONG. “O que a Procuradoria-Geral da República investigou?”

A mulher de Moraes assinou um contrato com o Master no valor de R$ 129 milhões, valor considerado irreal na advocacia brasileira. Há confirmação de apenas duas ações judiciais nas quais o escritório de Barci representa o Master. O escritório disse, no entanto, que prestou serviços de consultoria jurídica e atuação em processos estratégicos ao Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025.

A mulher de Moraes disse que fez reuniões, emitiu pareceres e atuou na revisão de documentos de governança, compliance, contratos, relações trabalhistas, proteção de dados e regulação financeira. Entretanto, conforme o Estadão, os registros de metadados de arquivos supostamente produzidos pela equipe de Barci mostram que a autoria seria de funcionários do Master.

Por isso, a principal suspeita é de que o contrato de serviços advocatícios com a mulher seria, na verdade, uma forma de remunerar Moraes por lobby em favor do Master junto a autoridades regulatórias. A imprensa revelou que o ministro ligou para Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, para falar sobre o Master. Moraes também teria se reunido com o banqueiro na mansão dele em Brasília.

Além disso, dados telemáticos de Vorcaro mostram que Moraes e ele se comunicavam por mensagens de WhatsApp. Moraes, para não ser identificado, fazia um print do que escrevia e mandava a imagem em visualização única. No dia da prisão de Vorcaro, em novembro do ano passado, em vez de se comunicar com a advogada Viviane Barci, ele mandou mensagem para Moraes.

Entretanto, a PGR não instaurou qualquer inquérito para apurar a conduta de Moraes em relação a Vorcaro e ao Master.

Fonte: Revista Oeste

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